Pesquisa mostra maior otimismo na indústria desde 1995

Os empresários da indústria estão mais otimistas em relação aos seus negócios e às perspectivas de crescimento nos próximos meses. Foi o que revelou a 152.ª Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, realizada em julho pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Foram pesquisadas 945 empresas. Para o mês de julho, o indicador de 22 pontos é o maior desde abril de 1995. A situação dos negócios em julho foi considerada boa por 33% das empresas pesquisadas, contra 11% que declararam ter sido fraca. Para esse quesito, a FGV inclui um conjunto de indicadores, como nível de encomendas, margens de lucro e dados macroeconômicos que afetam as empresas, como taxas de juros e de câmbio. Como nessa avaliação a maioria das empresas sempre julga o ambiente normal (neste caso, é de 56%), o Indicador do Ibre/FGV é sempre estabelecido pela diferença entre as duas expectativas opostas, no caso, 22 pontos percentuais.Segundo a pesquisa, o nível de demanda por produtos industriais está registrando expansão: em julho deste ano, 18% dos empresários consideram a procura forte; 73%, normal; e 9%, fraca. Em julho do ano passado, 8% julgaram a demanda forte; 50%, normal; e 42%, fraca.O economista da FGV Aloísio Campelo destacou o crescimento do nível de demanda interna, cujo saldo (diferença entre os que consideram forte e fraco) saltou de 1% em abril para 9% em julho, a maior diferença percentual desde abril de 1995. "Nessa sondagem que nós fizemos agora, fica evidente que há uma recuperação forte da demanda no mercado interno", afirmou.

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