Pesquisa mostra que mulheres resistem a investir em bolsa

A mulher brasileira ainda é conservadora quando o assunto é investimento. Acredita mais na tradicional caderneta de poupança do que em ações. Tanto que apenas 3% das residentes nos maiores centros urbanos do País ? São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Brasília ? afirmam investir em ações, porcentual que é o dobro no caso dos homens. Só que a mulher, para sorte da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), está aberta a novos investimentos para garantir um futuro melhor para si e os filhos. Essas são algumas das conclusões da pesquisa Mulheres em Ação que a Bovespa encomendou ao Data Popular, que entrevistou 1.500 pessoas (70% mulheres e 30% homens, para equilibrar a percepção que elas têm de si e eles têm delas), das classes A,B e C, com renda própria ainda que informal e idade de 28 anos a 65 anos em abril.A pesquisa também revelou que as mulheres investem, por ordem, na educação dos filhos, na carreira e na aquisição de bens materiais. Têm uma visão menos romântica do futuro e mais estratégica, se atribuindo o papel de transformadoras. Os dados vão ser divulgados amanhã, em coquetel na Bovespa, para mais de 1,5 mil mulheres.De acordo com os números da Bovespa, no cadastro das contas de pessoas físicas ativas, dos 100 mil investidores cadastrados, 18% são do sexo feminino. Só que o presidente da Bovespa, Raymundo Magliano, reconhece que a participação delas ainda é pequena, quando se analisa dos dados obtidos pela pesquisa. ?Se apenas 3% hoje investem em ações, podemos chegar a 6% até 10% em apenas um ano porque a base só não aumenta por falta de informação e vamos levar a Bolsa a todos.?

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