Pesquisa registra intensificação na queda dos preços

O acompanhamento semanal da inflação ao consumidor constatou uma intensificação na queda dos preços. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getúlio Vargas, registrou redução de 0,14% na série fechada em 27 de junho. Na edição anterior do índice, de até 22 de junho, o indicador já havia caído 0,03%. Apesar da deflação, não ficou caracterizado um recuo generalizado nos preços ao consumidor final, como em medições anteriores. Considerado pelo mercado como uma espécie de antecipação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), taxa que serve como balizador oficial das metas de inflação, o IPC-S é divulgado todas as segundas-feiras, com base em preços coletados em 12 capitais brasileiras. Com a base nacional, o índice tem características semelhantes ao do IPCA, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do IPC-S foi divulgado hoje à noite pela FGV. Embora tenha destacado o fato de ter havido de deflação, a fundação alertou que, das sete classes de despesa que formam o indicador, somente três registraram taxas de variação inferiores às da apuração anterior. Segundo a FGV, entre os três grupos que apresentaram desaceleração, os segmentos Alimentação e Transportes intensificaram trajetória de deflação. O primeiro grupo passou de queda de 0,55% para deflação de 0,79%, e o segundo grupo foi de variação negativa de 1,36% para queda de 1,72%. O terceiro grupo a apresentar desaceleração de preços foi Despesas Diversas (que passou de 0,82% para 0,61%). Três grupos apresentaram aumento de preços no IPC-S de até 27 de junho, em comparação com o indicador de até 22 de junho. É o caso de Habitação (que passou de 0,60% para 0,62%), Vestuário (que passou de 0,91% para 1,05%), Saúde e Cuidados Pessoais (que passou de 0,28% para 0,32%). O grupo Educação, Leitura e Recreação permaneceu com variação inalterada (0,26%). Por produtos, as mais expressivas altas foram arroz branco (8,99%), profissionais para reparos de residência (3,35%), leite tipo longa vida (2,20%) e ônibus urbano (2,20%). Por regiões, o IPC-S registrou desaceleração de preços em 10 das 12 capitais pesquisadas. Entre as dez desacelerações, sete foram deflações. A taxa máxima (0,21%) foi registrada em Florianópolis (SC) e a taxa mínima (queda de 0,67%) foi verificada em Goiânia (GO).

Agencia Estado,

07 Julho 2003 | 23h11

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.