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Pesquisa vê boom econômico na AL

Brasil tem um dos melhores desempenhos da região

Adriana Chiarini, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2022 | 00h00

Os Índices de Clima Econômico (ICE) do mundo, dos Estados Unidos, da América Latina e do Brasil de julho, antes do início da atual turbulência financeira internacional, estavam favoráveis e mostravam um ''''boom'''' econômico. É o que revela uma sondagem do Instituto de Pesquisa Econômica da Universidade de Munique (IFO), divulgada ontem. No Brasil, a entidade tem a parceria da Fundação Getúlio Vargas (FGV).O ICE do mundo (calculado com informações sobre 91 países) aumentou de 6,0 para 6,4 entre as duas últimas edições da pesquisa, em abril e julho. O Índice de Situação Atual (ISA) global subiu de 6,6 para 7 e o Índice de Expectativa (IE)mundial aumentou de 5,3 para 5,7. Na escala da pesquisa, o índice acima de 5 é considerado favorável.O ''''boom'''' é caracterizado na pesquisa por médias acima de cinco tanto para as avaliações de situação atual quanto para as de expectativas (para seis meses), em notas dadas por especialistas de vários países.No Brasil, o ICE subiu de 6,4 para 7,2, o maior aumento ocorrido de abril para julho na América Latina, junto com o Chile. O ISA do Brasil avançou de 6,5 para 8,5 e o de expectativas se manteve em 6,3. Refletindo o aquecimento da economia brasileira, o ISA dos investimentos em julho atingiu 7,7, e o do consumo ficou em 8,3. No IE, os investimentos ficaram em 6,2 e o consumo em 6,3.Na América Latina, o ICE passou de 5,8 para 5,9, com o ISA crescendo de 6,1 para 6,4, o maior nível da série histórica iniciada em 1990, mas com o IE apresentando leve declínio, de 5,5 para 5,4. A Argentina teve um desempenho particularmente ruim na América Latina, por causa do racionamento energético, com o IE caindo de 7,0 em abril de para 4,4 em julho.No caso dos Estados Unidos, o ICE subiu de 5 para 6 entre abril e julho, com o ISA aumentando de 5,9 para 6,4 e o IE também crescendo de 4,1 para o nível otimista de 5,5. Ou seja, os problemas financeiros que estão acontecendo nas últimas semanas não eram esperados no mês passado. Para a pesquisadora Lia Valls, da FGV, essa pequena redução no IE da América Latina antes das turbulências financeiras já poderia ser uma preocupação com uma futura desaceleração do comércio mundial e não sustentação dos preços das commodities. COLABOROU FERNANDO DANTAS

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