bolsa

E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Pesquisador vê boas oportunidades no Brasil

Segundo diretor de centro da FGV, de 100 a 130 negócios devem ser fechados por empresas do setor neste ano

, O Estadao de S.Paulo

25 de fevereiro de 2009 | 00h00

Em junho do ano passado, os fundos de private equity tinham US$ 11 bilhões comprometidos para investir no Brasil, segundo levantamento do Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital da Fundação Getúlio Vargas. Em tempos em que o caixa é rei, a indústria está numa situação razoavelmente confortável. "Isso não quer dizer que vão fazer loucuras, mas também não vão deixar de comprar", aposta o diretor do Centro, Cláudio Furtado. "O período que o gestor normalmente pode investir é de quatro anos. Se você perde um ano, perde 25% do tempo."Apesar do cenário confuso, o especialista está otimista. Ele espera que entre 100 e 130 negócios sejam fechados neste ano. Essa foi a média de operações concluídas nos últimos três anos - no primeiro semestre de 2008, quando os fundos compraram participação em 74 empresas, o número foi além. Na opinião dele, o fluxo de recursos não será interrompido no Brasil. Isso porque os fundos de pensão brasileiros, que representam 24% daquele capital comprometido, não sofreram perdas enormes, como no resto do mundo. "Não podemos dizer que uma indústria que investe em mais de 30 setores não foi afetada. Alguns setores, como agronegócio e construção civil, foram atingidos", diz Furtado. "O valor médio das compras foi de US$ 45 milhões nos últimos anos. Não há espaço para grandes besteiras."DESASTRESA compra de uma fatia da Usina Santa Elisa pelo fundo do banco Goldman Sachs por US$ 400 milhões é considerada um dos casos recentes mais desastrosos dessa indústria. Na época da compra, um ano e meio atrás, a operação era uma promessa. O mercado, agora, vê que o preço foi exagerado. Dificilmente o banco conseguirá retorno sobre o investimento. As dívidas do grupo são estimadas em US$ 1,3 bilhão. Hoje a companhia está à venda e vale muito menos do que no passado. Outro negócio problemático é a rede de supermercados Gimenes, do interior de São Paulo, adquirida pelo fundo Governança e Gestão em 2006. No fim de dezembro, a companhia teve seu pedido de recuperação judicial aprovado pela Justiça. Algumas unidades da rede já foram fechadas e centenas de funcionários, demitidos. O fundo, liderado pelo ex-ministro Antonio Kandir, está à procura de novos donos para o negócio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.