Pesquisar preço é arma do consumidor contra reajuste, diz Idec

Sem interferência do governo, consumidor deve se beneficiar da concorrência para pagar menos pela gasolina

Giuliana Vallone, do estadao.com.br,

06 de maio de 2008 | 18h09

A redução da Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (Cide) sobre os combustíveis para neutralizar o reajuste feito pela Petrobras na última semana não foi suficiente para evitar que os postos aumentassem o preço da gasolina. O mercado de combustíveis no Brasil é livre desde 2002, o que significa que os comerciantes podem reajustar os preços sempre que quiserem, sem a interferência do governo. Nesse cenário, como o consumidor pode fazer para evitar pagar mais pela gasolina?  Veja também:Ouça a íntegra da entrevista com Marcos Diegues  Álcool ou gasolina? Calcule a opção mais econômica Especial: Preço do petróleo em alta  A exploração de petróleo no Brasil Segundo Marcos Diegues, gerente jurídico do Instituto Brasileiro de Defesa de do Consumidor (Idec), a saída é fazer uma pesquisa de preços. "A única forma de o consumidor fugir de reajuste de preços é buscar um fornecedor que não tenha aplicado esse reajuste, por motivos variados, ou deixando de comprar. Não existe outra", afirmou.  Para Diegues, é a concorrência que vai fazer os postos manterem os preços dos combustíveis. "O que faz com que ele não aumente é o que seu vizinho também não aumente, e se ele o fizer eventualmente ele vai perder clientes para a concorrência", disse.  Ele ressaltou que nem mesmo as autoridades do governo podem coibir esses aumentos nos postos, justamente pelo fato de o mercado no País ser livre. "Não era necessário que houvesse reajuste nas distribuidoras para que o comerciante, ou seja o posto, aumentasse o seu produto. Ele poderia aumentar a qualquer momento", explicou. "Procurar o preço mais baixo é a única arma que o consumidor tem na mão." O gerente do Idec alertou, porém que consumidor deve ter cuidado na busca pelos melhores preços, pois há diversas notícias de combustíveis adulterados no mercado. "Se o preço for muito baixo, o consumidor deve desconfiar", afirmou. Diegues sugeriu que o consumidor acompanhe os preços praticados pelo mercado. "Ele tem que estabelecer uma média entre os preços. Hoje nós temos combustíveis sendo vendidos entre R$ 2,40, R$ 2,50. Se eventualmente você encontrar alguém vendendo gasolina a R$ 2,30, R$ 2,20, deve desconfiar", disse. "Tem algo de estranho senão todos estariam cobrando em torno desse preço. É essa a sensibilidade que o consumidor deve ter."

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