Pessoas físicas poderão negociar na BM&F pela Internet

O complexo mundo dos derivativos vai se abrir a partir de outubro para o investidor pessoa física. No dia 26 de outubro, a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) lança um sistema de negociação de minicontratos via Internet chamado WebTrading BM&F. O objetivo é abrir espaço para que o cliente pessoa física - que já pode negociar títulos do Tesouro Nacional e adquirir papéis na Bolsa de Valores também via Internet - possa operar também no mercado de derivativos. Inicialmente, serão negociados na nova plataforma mini contratos de Ibovespa futuro e futuro de Boi Gordo. O custo da transação será de R$ 3 por contrato. O valor mínimo de operação ainda não foi definido. Atualmente, a BM&F já tem em operação mini contratos de Ibovespa e de dólar futuro. A idéia, com a nova plataforma, é permitir que o investidor de menor porte - e que, portanto, não atende às exigências para negociar no pregão tradicional da BM&F - também possa negociar no mercado de derivativos. De acordo com o diretor técnico e de planejamento da BM&F, Marco Aurélio Teixeira, o objetivo não é de promover migração de clientes que já operam mini contratos no pregão, mas sim a conquista de investidores novos, de menor porte e com menos intimidade com esse mercado. Garantias Como medida de segurança para esse novo mercado, a BM&F estabeleceu o modelo de pré-margem, ou seja, o pagamento antecipado da garantia exigida para negociação. No pregão tradicional, a margem é depositada após a operação. A BM&F estabelecerá uma margem inicial, da qual serão debitadas eventuais perdas. Cada vez que o volume em depósito estiver abaixo desse limite inicial, o cliente fica impedido de fazer novas operações, a menos que elas anulem o risco de perda. E, se o cliente atingir o nível da margem manutenção, ele é chamado para recompor a margem inicial. O que são derivativos Nome genérico de um grupo extenso de operações financeiras, as mais variadas, excluindo as que sejam compra e venda direta de ativos financeiros ou reais, embora estas operações tenham como base de negociação o preço ou cotação de um ativo (chamado de ativo-objeto). São operações financeiras que derivam de ativos-objetos. Neste grupo estão operações do mercado futuro, do mercado de opções, dos swaps e de todas as operações mais complexas de engenharia financeira. Um exemplo ajuda a entender. A compra e venda de ações é uma operação de mercado à vista. Já a compra e venda de índice futuro de ações, ou opção de compra de uma ação, ou opção de compra de índice futuro de ações, são derivativos, contratos que não são o próprio ativo ações, mas derivados destas. As operações com derivativos podem ser usadas como mecanismo de hedge (proteção), ou como operações de alto risco com objetivo de lucros extraordinários. Vale lembrar que neste caso, se a estratégia montada for perdedora, o prejuízo também será extraordinário. Este aspecto de risco é o que preocupa os mercados financeiros internacionais, porque muitas vezes nem mesmo as autoridades financeiras internacionais conseguem prever as conseqüências de operações muito sofisticadas.

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