Ueslei Marcelino/REUTERS
Ueslei Marcelino/REUTERS

Pessoas não estão preocupadas com conteúdo da reforma trabalhista, diz Temer

O presidente afirmou que 'a luta é política' e que 'em brevíssimo tempo, o desemprego cairá muito mais e o governo terá reconhecimento'

Carla Araujo e Ligia Formenti, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2017 | 13h12

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer afirmou nesta quinta-feira que a aprovação a reforma trabalhista vai combater o desemprego e que os críticos à proposta o fazem por luta política. "Quem deitar os olhos sobre a reforma trabalhista vai verificar que estamos fazendo uma coisa para combater o desemprego. As pessoas não estão preocupadas com conteúdo. A luta é política", disse. Segundo ele, "em brevíssimo tempo" o desemprego, que já está caindo, "cairá muito mais e o governo terá reconhecimento".

Temer voltou a dizer que em pouco tempo de governo fez muito mais pelo País do que em muitos anos. "Estamos fazendo 8 anos em 14 meses", afirmou. "Confesso que jamais pensei que seria fácil a missão que a mim foi confiada. Prosseguiremos com vigor para um País com oportunidade para todos. Estamos colocando o Brasil no rumo que nunca deveria ter saído que é o rumo do desenvolvimento", completou.

Durante cerimônia para anunciar recursos para a Saúde, Temer lembrou a aprovação da PEC do teto dos gastos e disse que a chamavam de PEC da Morte, mas durante o ato de hoje foi possível ver que se tratou da "PEC da Vida". "Meu maior sonho é que jornais possam noticiar que não há fila no hospital. Temos ainda um ano e meio e de modo que acho que você vai conseguir isso", afirmou, dirigindo-se ao ministro Ricardo Barros.

++ Temer deve sancionar reforma trabalhista ainda hoje

Elogios. Seguindo o script dos últimos dias, os discursos que antecederam o do presidente exaltaram a gestão Temer. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, elogiou a aprovação da reforma trabalhista e disse que o País "vai agradecer ao presidente" por essa "importante medida". Barros destacou ainda que a reforma trabalhista vai ajudar na retomada do crescimento econômico. "Os encargos trabalhistas são um problema para quem investe no Brasil. É uma conta incomensurável", afirmou.

O ministro anunciou a liberação de R$ 1,7 bilhão para ampliar o atendimento à população na área da saúde. Segundo a pasta, os recursos disponíveis são oriundos de medidas de economia de gestão. Para Barros, a eficiência da pasta provocou inimizades. "Essa economia deixou muitos desgostosos", disse.

Em seu discurso, Temer teceu elogios ao ministro e disse que a economia do Ministério da Saúde foi "extraordinária" e que a pasta praticou uma gestão eficiente do dinheiro público "como nosso governo tem praticado". "Anúncio de hoje é uma demonstração clara da responsabilidade fiscal e social", disse o presidente, ressaltando ainda que quando Ricardo Barros "pede uma cerimônia, fazemos na verdade uma festa cívica".

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