Pessoas que têm iPhone, da Apple, são mais fieis à marca

Pesquisa que inclui o Brasil mostrou que 84% dos donos do celular planejam comprar um novo iPhone

O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2011 | 03h04

A Apple está bem na frente da concorrência quanto à fidelização de clientes no mercado de telefonia celular, em que as principais marcas tentam ter o maior público possível, mostrou um estudo da consultoria GfK feito no Brasil e mais oito países.

Cerca de 84% dos usuários de iPhone disseram que voltarão a comprar o modelo quando forem trocar o aparelho, enquanto 60% dos que usam smartphones com o Android, do Google, voltariam a comprar um telefone com o mesmo software.

Somente 48% dos que usam os celulares da RIM se mostraram fiéis ao BlackBerry, mostrou a pesquisa. Quanto mais serviços e mais aplicativos as pessoas usam, mais fieis elas se tornam às marcas.

As vendas de smartphones aumentaram desde que a Apple lançou o primeiro iPhone, em 2007, e, apesar do crescimento ter diminuído, as vendas cresceram 49% no último trimestre em relação a um ano antes, de acordo com a consultoria IDC. Em comparação, o mercado total de celulares cresceu 12,8% no período.

O analista Ryan Garner, da GfK, disse que a corrida por espaço no mercado é crucial para o futuro sucesso das marcas porque 63% dos consumidores estão mantendo os tipos de celulares que possuem, diminuindo as chances de grandes mudanças no mercado.

Oportunidades. Garner disse que o rápido crescimento do Android e o lançamento do novo Windows pela Microsoft - que será similar para PCs, tablets e smartphones - significam que ainda haverá oportunidades para outras companhias além da Apple.

"A Apple está claramente muito à frente, mas os desenvolvimentos no próximo ano vão desafiar isso", afirmou o analista da GfK.

Mais de 70% dos usuários disseram que continuariam com o celular por causa da compatibilidade e acesso a conteúdo.

A pesquisa entrevistou cerca de 4.500 pessoas no Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Brasil, China, Estados Unidos e Japão. / REUTERS

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