Edilson Rodrigues/AE
Edilson Rodrigues/AE

Petista presidirá CPI da Previdência no Senado; relatoria fica com PMDB

Paulo Paim (PT-RS) é autor do requerimento de criação da comissão, que terá prazo de 120 dias para realizar seus trabalhos

Erich Decat, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2017 | 16h37

BRASILIA - Em sessão realizada nesta quarta-feira, 26, integrantes da CPI da Previdência do Senado aprovaram o nome do senador Paulo Paim (PT-RS) para presidir as atividades no colegiado. O petista é autor do requerimento de criação da comissão, que tem como objetivo investigar a situação financeira da Previdência Social. Também foi definido que o relator será o peemedebista Hélio José (DF).

“Será um trabalho coletivo. Aqui não terá presidente metido a rei e nem relator metido a rei - permita que eu diga isso. Nós vamos trabalhar coletivamente e vamos investigar tudo”, afirmou Paim, logo após decisão do colegiado. “Então, vamos trabalhar juntos. Quero agradecer a todos e dizer que é um grande desafio. Espero poder contar com todos para fazer o melhor por cada membro, com a experiência de cada um, de cada partido aqui”, emendou o petista num segundo momento.

Presente na sessão, a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) ressaltou que o governo apoia a instalação da CPI. Integrantes do Palácio do Planalto acreditam que, por meio da comissão, a população terá informações que apontem para o déficit previdenciário e a necessidade de se estabelecer uma reforma como a que está em discussão atualmente na Câmara dos Deputados.

“Então, apoiamos esta CPI, que teve 62 assinaturas, um fato extremamente inédito, importante, que mostra, inclusive, o posicionamento do governo, que - quero citar aqui - não houve interferência do governo para não assinar, para assinar, nada. Todos tiveram sua liberdade de participar, de expressar seu pensamento, e é isto que é importante”, afirmou a senadora.

Além de Paim e Hélio José, os integrantes da CPI também aprovaram o nome de Telmário Mota (PTB-RR) para compor a mesa como vice-presidente.

“A gente vê sistematicamente nas redes sociais: por que essa reforma na Previdência? Qual é o déficit realmente da Previdência? O que causa realmente essa necessidade dessa reforma tão rápida e também sem tamanha discussão? Eu acho que esta CPI vem com essa responsabilidade. Vamos fazer o levantamento, ver a sua fonte, suas despesas, ver suas sonegações, de sorte que tenho certeza de que daqui sairão um balizamento e uma resposta para todo o Brasil”, ressalto Mota.

De acordo com o requerimento de criação, a Comissão Parlamentar de Inquérito terá um prazo de 120 dias para a realização dos seus trabalhos, prorrogáveis por igual período, e será integrada por 13 membros titulares e 13 suplentes.

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