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Petistas defendem Gabrielli sobre denúncias de superfaturamento na Petrobrás

Estatal é acusada de crime em contrato com a Odebrecht, eventualmente ocorrido durante presidência do atual secretário de Planejamento da Bahia

Ricardo Della Coletta e Erich Decat, da Agência Estado,

11 de novembro de 2013 | 16h55

BRASÍLIA - Deputados petistas defenderam nesta segunda-feira, 11, o ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, no caso de possível superfaturamento em contrato entre a empresa e a construtora Odebrecht.

O eventual crime pode ter ocorrido durante a gestão do atual secretário de Planejamento da Bahia. De acordo com os parlamentares, o caso não interfere em sua pré-candidatura ao governo do Estado.

"Haverá a apuração correta, sem dúvida", afirmou ao Broadcast Político e deputado federal Afonso Florence (PT-BA).

"O secretário Gabrielli é um homem que tem a sua reputação inatacável e a articulação que ele faz não sofre nenhum dano com esse tipo de procedimento", concluiu, para destacar em seguida que a gestão de Gabrielli à frente da petroleira é "muito positiva".

"Não tenho dúvidas de que as solicitações de informação serão respondidas a contento. Isso não atinge o Gabrielli."

José Sérgio Gabrielli, integrante do governo de Jaques Wagner (PT) na Bahia, articula seu nome para a sucessão ao governo em 2014.

Outro petista que não vê implicações das denúncias na costura política de Gabrielli é o deputado Nelson Pellegrino (BA). "Não é isso que vai interferir na campanha. Ele nega e a empresa também", disse. Segundo Pellegrino, o nome mais cotado hoje para ser o indicado pelo partido no Estado é o do atual secretário da Casa Civil da Bahia, Rui Costa, que conta com o apoio de Jaques Wagner. Além de Gabrielli e de Rui Costa, outro nome na disputa para concorrer ao governo do Estado pelo PT é o do senador Walter Pinheiro. A decisão do diretório estadual deve ocorrer no próximo dia 30.

Na semana passada, o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, revelou que um contrato de US$ 825,6 milhões da petroleira brasileira com a Odebrecht, fechado em 2010, está sendo investigado por suspeita de superfaturamento.

Dentre os pontos do contrato, está o pagamento de R$ 7,2 milhões pelo aluguel de máquinas de xerox e de outros R$ 3,2 milhões pelo aluguel de um terreno próprio da companhia. Segundo auditoria interna, grande parte dos itens analisados apresentava indícios de irregularidades; o contrato foi reduzido quase à metade neste ano, já na gestão de Maria das Graças Foster.

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