Petrobrás adia divulgação de balanço e ações caem

Papeis preferenciais da empresa chegaram a ser negociados no menor nível desde dezembro de 2005

Economia & Negócios e Agência Estado, Atualizado às 17h30

05 de fevereiro de 2014 | 16h37

SÃO PAULO - As ações da Petrobrás tiveram forte queda nesta quarta-feira, 5. Por volta das 15h50, os papéis preferenciais experimentaram o menor valor desde dezembro de 2005, vendidos por R$ 13,56. No fim do dia, fecharam a R$ 13,83, em baixa de 1,85%. Já as ações ordinárias, que dão direito a voto em assembleias, caíram 2,34%, a R$ 12,96. 

A cotação dos papeis da empresa enfrentou baixas desde o início do pregão. Mas o movimento pessimista do mercado foi acentuado após o adiamento da divulgação do balanço patrimonial da empresa. Os números referentes ao quarto trimestre do ano passado tinham divulgação prevista para o próximo dia 14. Uma teleconferência com analistas e investidores também estava programada. Agora, esses dados serão anunciados apenas no dia 25 de fevereiro, como de costume, após o fechamento do mercado. Mas ainda não foi informado se a teleconferência será mantida.

Em entrevista nesta tarde, o ministro da Fazenda e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, Guido Mantega, disse ser um "absurdo" as especulações do mercado em torno do caso. "É uma questão meramente técnica", afirmou. "É só para que possamos ter mais tempo para ter os dados que serão apresentados na próxima reunião, é só isso".

O Ibovespa, puxado sobretudo pela queda da Petrobrás, teve mais um dia de perdas nesta quarta, embora mais leves: queda de 0,72%, aos 46.624,39 pontos.

Cenário ruim. Durante todo o ano passado e este início de 2014, as ações da Petrobrás são as que mais têm caído na Bolsa. Desde 2013, entre as empresas listadas na Bovespa, a Petrobrás foi a que mais perdeu valor de mercado. Desceu de R$ 255 bilhões para R$ 215 bilhões. Atualmente, a empresa está avaliada em menos de R$ 175 bilhões, de acordo com os cálculos da Economatica.

Em 2014, as ações da Petrobrás, ordinárias ou preferenciais, já acumulam perdas na casa dos 19%.

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