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Petrobrás admite defasagem no preço da gasolina

Diretor reafirmou, no entanto, que a empresa pretende manter sua política de preços, sem repasse de oscilações do mercado internacional para o doméstico

Kelly Lima e Sabrina Valle, da Agência Estado,

25 de fevereiro de 2011 | 19h44

O diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, admitiu há pouco que há uma defasagem do preço médio de venda de combustíveis da Petrobrás no Brasil em relação ao mercado internacional, mas se negou a "fazer exercícios de futurologia" para identificar quando haveria necessidade de um possível repasse da alta para os preços do diesel e da gasolina, congelados desde 2008.

Reafirmando que é intenção da companhia manter sua política de preços que não prevê o repasse das oscilações do mercado internacional para os preços domésticos, ele disse que a equipe financeira da Petrobrás vai "avaliar se vai haver prejuízo permanente do suprimento do petróleo". "Se não há esta previsão, não há razão para que ele se mantenha em alta", disse.

Para o diretor, a perspectiva é de que tão logo cessem os conflitos, o preço volte para a casa dos US$ 80 a US$ 90, que é o patamar em que ele estava estabilizado antes da crise e que a Petrobrás está se baseando para os seus investimentos".

Ele destacou o fato de a Petrobrás ter mantido os preços mais elevados nos anos anteriores. "A empresa adotou esta política nos anos anteriores, e obteve melhores resultados do que se tivesse repassado a queda do preço do barril. Nós acompanhamos o mercado no longo prazo, olhe sob todas as óticas possíveis e verão que não sacrificamos nossos consumidores repassando a volatilidade do mercado".

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