Petrobras admite defasagem no preço dos combustíveis

O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, admitiu hoje que há uma defasagem do preço médio de venda de combustíveis da Petrobras no Brasil em relação ao mercado internacional, mas se negou a "fazer exercícios de futurologia" para identificar quando haveria necessidade de um possível repasse da alta para os preços do diesel e da gasolina, inalterados desde 2008.

KELLY LIMA E SABRINA VALLE, Agencia Estado

25 de fevereiro de 2011 | 19h46

Reafirmando que é intenção da companhia manter sua política de preços que não prevê o repasse das oscilações do mercado internacional para os preços domésticos, ele disse que a equipe financeira da Petrobras vai "avaliar se vai haver prejuízo permanente do suprimento do petróleo". "Se não há esta previsão, não há razão para que ele se mantenha em alta", disse.

Para o diretor, a perspectiva é de que tão logo cessem os conflitos no Oriente Médio e Norte da África, o preço volte para a casa dos US$ 80 a US$ 90 o barril, que é o patamar em que ele estava estabilizado antes da crise política naquela região e que a Petrobras está se baseando para os seus investimentos.

Ele destacou o fato de a Petrobras ter mantido os preços mais elevados nos anos anteriores. "A empresa adotou esta política nos anos anteriores, e obteve melhores resultados do que se tivesse repassado a queda do preço do barril. Nós acompanhamos o mercado no longo prazo, olhem sob todas as óticas possíveis e verão que não sacrificamos nossos consumidores repassando a volatilidade do mercado".

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