Petrobrás admite que câmbio terá impacto negativo no balanço

Segundo diretor da estatal, ativos existentes no exterior compensam apenas parte das dívidas em dólar

Kelly Lima, da Agência Estado,

20 de outubro de 2011 | 12h17

RIO - A alta do dólar terá impacto negativo no balanço financeiro da Petrobrás, como reconheceu nesta quinta-feira, 20, o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, sem querer nominar valores. Indagado sobre as perspectivas de mercado de que a companhia poderia ter lucro próximo a zero no terceiro trimestre por conta da diferença cambial no período, Barbassa minimizou, destacando que não podia dar mais detalhes, já que os resultados da empresa serão divulgados em 11 de novembro.

"A questão cambial é sempre um vem e vai no caixa da empresa. Como a dívida tem prazo médio de sete anos, só ao final deste período é que veremos o impacto de fato sobre o nosso caixa", comentou.

Segundo Barbassa, a companhia possui 70% das suas dívidas em dólar, o que representa um valor maior do que os ativos existentes no exterior. "Há uma compensação parcial do impacto negativo por conta destes ativos, mas não total", destacou. Ele lembrou ainda que no segundo trimestre deste ano o impacto cambial foi positivo, em torno de R$ 2,8 bilhões.

Ainda segundo Barbassa, o impacto cambial sobre a alavancagem da empresa será mínimo. "Não representará grandes oscilações em real e absolutamente nenhuma em dólar. Será um efeito marginal sobre a alavancagem", completou. No segundo trimestre, a Petrobrás encerrou o período com alavancagem de 17%. 

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