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Petrobras admite 'unitizar' reservas do pré-sal de Tupi

'Estudos sísmicos mais recentes indicam uma boa continuidade das reservas entre as áreas', diz coordenador

Kelly Lima, da Agência Estado,

13 de agosto de 2008 | 12h25

A Petrobras já admite como "praticamente certa" a necessidade de unitizar parte ou a totalidade das reservas do pré-sal no entorno da área de Tupi, onde foi identificado potencial de 5 bilhões a 8 bilhões de barris de óleo. A possibilidade levantada desde o anúncio de Tupi vem ganhando força, segundo o coordenador de Exploração e Produção da Companhia, Eduardo Molinari. "Estudos sísmicos mais recentes indicam uma boa continuidade das reservas entre as áreas ao redor de Tupi", disse. Ele não soube afirmar exatamente quais áreas poderiam passar pela unitização.   Veja também: País pode ter o terceiro maior campo de petróleo do mundo A maior jazida de petróleo do País Petrobrás: Tupi não terá novos poços perfurados este ano   Previsto pela lei do petróleo, o processo de unitização se faz necessário quando uma reserva é contígua entre dois ou mais blocos vizinhos. Se isso ocorre os concessionários dos diferentes blocos são chamados a formar uma parceria para a operação conjunta das áreas. Isso é necessário para que não haja uma exploração predatória de um campo em detrimento do outro. "As empresas que operam lá (na área do pré-sal próximo a Tupi) terão que sentar para conversar em breve", disse Molinari.   Segundo ele, a Petrobras contratou estudos sísmicos de última geração para identificar inicialmente a continuidade da concentração por todo o bloco BM-S-11, onde estão localizados os prospectos de Tupi, Tupi Sul e Iara. Mas neste caso não significa uma unitização porque pertencem aos mesmos sócios. Já no caso de estas reservas de estenderem, aí sim teria início o processo. "São estudos de altíssima qualidade que nos permitirão avaliar se há esta extensão", disse.   Segundo ele, a possibilidade de continuidade não impede o início do Teste de Longa Duração previsto para ser iniciado em Tupi no início de 2009, e também não atrapalha os planos da empresa de começar a produzir na área a partir de 2010. "Se for verificado no futuro um prejuízo para outras empresas que venham a ser parcerias, isso é indenizável", explicou.   Hoje, o chamado cluster de Tupi, envolve além do BM-S-11, os blocos BM-S-8, BM-S-9, BM-S-10, BM-S-21, BM-S-22 e BM-S-24. Em diferentes composições societárias estão presentes neste cluster, além da Petrobras, as empresas BG, Galp, Repsol, Shell, Exxon e Amerada Hess.

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