Petrobrás afasta diretores envolvidos em corrupção

Petrobrás afasta diretores envolvidos em corrupção

Entre os executivos que perderam os cargos está o gerente-geral de Implementação de Empreendimentos, Glauco Colepicolo, que trabalha há 35 anos na estatal

Fernanda Nunes e Mônica Ciarelli, Agência Estado

19 de novembro de 2014 | 14h47

Atualizado às 19h58

A Petrobrás confirmou o afastamento de gerentes que tiveram os seus nomes citados em comissões internas, instauradas para apurar casos de corrupção em projetos da companhia. 

Mas, em nota oficial, diz que não há "evidência até o momento de dolo, má fé ou recebimento de benefícios por parte desses empregados", por isso, eles não chegaram a ser demitidos. Foram afastados das chefias, segundo a Petrobrás, com o argumento de que as comissões demonstraram que esses funcionários não cumpriram normas internas de contratação.

Como antecipado pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, perderam o cargo de confiança Glauco Colepicolo Legatti, gerente-geral de Implementação de Empreendimentos para a refinaria Abreu e Lima (Rnest) - que trabalha há 35 anos na estatal; Venina Velosa da Fonseca, chefe de escritório da Petrobras em Cingapura; Francisco Paes, gerente geral de Gestão de Tecnologia do Cenpes; Heyder de Moura Carvalho, gerente geral de Compras para Empreendimentos do Abastecimento; e o executivo da Logum, Roberto Gonçalves. 

A Logum é uma empresa de logística criada pela Petrobrás em parceria com a Odebrecht Transport Participações, a Camargo Correa Óleo e Gás, a Raízen, a Copersucar e Uniduto Logística. Formalmente, a Petrobrás não confirma nomes.

Segundo fonte, uma comissão interna irá avaliar se haverá punições e, se houver, se será o afastamento dos cargos por dias ou a demissão por justa causa. A Petrobrás ressaltou que as funções gerenciais não são permanentes, "sendo, portanto, de livre nomeação a qualquer momento".

A área de Implementação de Empreendimentos, que teve um diretor afastado, cuida de grandes licitações da empresa, como para contratações para a refinaria Abreu e Lima, instalada em Pernambuco, cujo orçamento iniciou em US$ 2,5 bilhões e, hoje, está orçada em US$ 18,5 bilhões.

A obra é alvo da investigação da Polícia Federal , na Operação Lava Jato, e também do Tribunal de Contas da União (TCU).

O Broadcast apurou ainda que são muitas as irregularidades investigadas, entre elas a contratação de bens e serviços para projetos que não tiveram a viabilidade técnica e econômica analisadas previamente, como exige o regulamento da companhia. 

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