Petrobras afirma que ainda não há data nem índice para reajuste

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto da Costa, garantiu hoje que a empresa ainda não fixou data nem índice para o reajuste dos preços dos combustíveis e negou que a demora tenha relação com as eleições municipais. "Não concordamos com a acusação; essa é uma decisão que compete à diretoria da Petrobrás", rebateu.Ele disse que os preços do petróleo estão mudando diariamente e não permitem, ainda, saber qual será o novo patamar sobre o qual será calculado o reajuste. "Hoje não se sabe se esse patamar é de US$ 52 o barril ou de US$ 45" , argumentou.Ele lembrou que, há dez dias, o preço do petróleo tipo Brent estava abaixo de US$ 40 o barril, após um período de alta. Mas, nesta última quarta-feira, voltou a US$ 48. "Os estudos estão sendo atualizados diariamente", informou.Costa disse que não há perspectiva de redução rápida dos preços a um patamar inferior ao de antes da crise, que era entre US$ 22 e US$ 28. Sua estimativa é de que o preço oscilará entre US$ 40 e US$ 50.ArgumentosEle negou que essa prática de retardar os ajustes seja um desestímulo para os eventuais interessados em entrar no mercado brasileiro de refino. Pequenas refinarias estão reduzindo a produção por não conseguir competir com os preços artificialmente baixos da Petrobras.Mas ele não vê problemas nisso. "A política é de cada empresa", argumentou, dizendo que a visão de longo prazo da Petrobrás também é um fator favorável à atração de parceiros. A eventual nova refinaria, que poderá ser construída a partir de 2007, terá parceria privada, segundo Costa.

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