Fábio Motta/Estadão
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Petrobrás antecipa acordo para fazer captação de US$ 1 bi

Estatal firmou termo de compromisso com o China Exim Bank para financiar contratos de equipamentos e serviços já firmados com fornecedores chineses

O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2016 | 17h17

A Petrobrás assinou um termo de compromisso para um financiamento de US$ 1 bilhão com o China Exim Bank e já iniciou a negociação do contrato definitivo, antecipando captação de recursos prevista para 2017, informou a petroleira estatal em comunicado ao mercado nesta segunda-feira.

O financiamento é para contratos de fornecimento de equipamentos e serviços, já firmados com fornecedores chineses em projetos previstos no plano de negócios 2015-2019.

"Essa operação faz parte da estratégia financeira da Petrobrás de diversificar suas fontes de financiamento", diz, em nota, a estatal

Desinvestimento. Na semana passada, a Petrobrás anunciou mais uma rodada de venda de ativos, que juntos totalizam quase R$ 1,4 bilhão, como parte do  esforço para reduzir a dívida.

A agência de classificação de risco Moody's afirmou que as medidas são positivas para o crédito da companhia, "porque provam que a empresa tem ativos que pode monetizar mesmo em um período difícil para o setor de petróleo".

"Isso também fornece evidências de que a estratégia de desinvestimento da companhia está seguindo adiante", afirmou a Moody's em relatório.

A estatal vai vender sua fatia de 67% na Petrobrás Argentina para a Pampa Energy por US$ 892 milhões em dinheiro. A estatal brasileira também vai vender sua empresa de distribuição de gás chilena para a Southern Cross Group por US$ 490 milhões em dinheiro.

Desafio. "O valor de US$ 1,4 bilhão em recursos é apenas uma pequena fração da dívida de US$ 21 bilhões que vencerá entre o segundo trimestre de 2016 e o fim de 2017, com base nas nossas estimativas, mais US$ 19 bilhões em investimentos planejados neste ano apenas", afirmou a Moody's.

Segundo a agência, esses dois ativos juntos correspondem a apenas 1,5% do Ebitda da Petrobrás em 2015 e menos de 1,0% da dívida total da empresa. "A Petrobrás vai precisar de vendas de ativos substanciais para atender suas necessidades de caixa até 2017 se não conseguir atrair financiamento novo", avalia a Moody's.

(Luana Pavani, Danielle Chaves e Reuters)

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