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Petrobrás anuncia novo campo no pré-sal da Bacia de Santos

Empresa estima que 2,1 bilhões de barris de petróleo poderão ser extraídos do campo de Sapinhoá

IRANY TEREZA / RIO, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2011 | 03h04

Com um ano de antecedência, a Petrobrás anunciou ontem a criação de seu terceiro campo produtor de petróleo na região do pré-sal da Bacia de Santos. Na declaração de comercialidade da área de Guará (BMS-9) enviada à Agência Nacional do Petróleo (ANP), a estatal informou que o volume recuperável de óleo (quantidade que pode ser efetivamente extraída da jazida) é de 2,1 bilhões de barris, pouco acima do teto da estimativa feita na fase exploratória.

O novo campo gigante será chamado Sapinhoá, denominação em tupi-guarani para um marisco também conhecido como vôngole. Produzirá petróleo leve com 30ºAPI (medida internacional de identificação da densidade). Óleos de alta graduação são mais bem cotados no mercado devido às facilidades de refino. As descobertas do pré-sal de Santos têm revelado jazidas de ótima qualidade, com boas possibilidades de comercialização.

Para se ter uma ideia, a densidade média do óleo da maior bacia produtora brasileira, de Campos, gira em torno de 18º API.

Sapinhoá fica situado próximo aos dois primeiros campos produtores do pré-sal de Santos - Lula e Cernambi - que tiveram declaração de comercialidade feita exatamente um ano antes, em 29 de dezembro de 2010. Juntos, os três gigantes acumulam um volume recuperável de 10,4 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás).

A declaração de comercialidade é a etapa na qual o concessionário de uma área exploratória se compromete a realizar os investimentos em produção das reservas. Junto com a declaração de comercialidade o consórcio formado pela Petrobrás (operadora do campo, com 45%), BG Group (30%) e Repsol Sinopec Brasil (25%), apresentou à ANP o relatório final do plano de avaliação. O relatório do plano de desenvolvimento, que definirá as fases dos investimentos, será submetido à ANP em fevereiro de 2012.

Testes. Foram perfurados, na área, quatro poços. Em três deles foram concluídos quatro testes de formação e um Teste de Longa Duração (TLD, espécie de "ensaio" para verificar capacidade de vazão e verificar a viabilidade financeira de extração do óleo) de cinco meses no poço descobridor.

O TLD confirmou a excelente produtividade do poço.

Em comunicado distribuído ontem, a Petrobrás declarou que "o sucesso exploratório obtido na área reafirma o elevado potencial do pré-sal e indica boas perspectivas de crescimento do volume de produção e das reservas de petróleo e gás da companhia".

Em março, a Petrobrás teve de paralisar o Teste de Longa Duração (TLD) de Guará, depois do rompimento de uma tubulação que liga a plataforma ao fundo do mar (riser). A operação do poço começou em dezembro do ano passado, porém a operação foi interrompida para que fosse feita a investigação dos motivos do problema no equipamento. / COLABOROU GLAUBER GONÇALVES

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