Petrobras anuncia reajuste de 10% na gasolina a partir desta 6ª

Nos postos, preço não deve aumentar. O governo neutralizou cobrança da Cide para amenizar impacto para o consumidor

Paula Laier, da Agência Estado,

30 de abril de 2008 | 17h28

A partir de sexta-feira, dia 2, o preço da gasolina vai subir, mas só nas refinarias. A Petrobras informou nesta quarta-feira, 30, que a gasolina e o diesel serão reajustados em 10%. Para o diesel, a estatal anunciou um aumento de 15%. Para o consumidor, não deve haver mudança, já que o governo anunciou que reduzirá a cobrança da Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (Cide) para neutralizar o reajuste. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a Cide será reduzida de R$ 0,28 por litro para R$ 0,18 por litro na gasolina, o que, segundo ele, significa que o consumidor não terá aumento na bomba. Para o diesel, a redução da Cide será de R$ 0,07 para R$ 0,03 por litro. Mantega afirmou que, no caso do diesel, a redução ainda fará com que haja um aumento na bomba de 8,8%, embora o reajuste na refinaria seja de 15%. Ele informou que o impacto inflacionário do reajuste do diesel será de 0,015%. "Portanto, uma elevação praticamente irrelevante", disse o ministro.var keywords = "";  Veja também:Reajuste dos combustíveis pode não chegar aos postosÁlcool ou gasolina? Calcule a opção mais econômica Especialista da Fipe comenta aceleração da inflação Preço do petróleo em alta Entenda a crise dos alimentos no mundo  Entenda os principais índices de inflação   O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou que o reajuste para a gasolina nas refinarias considera "o valor recorrente" do preço do barril de petróleo no mercado internacional. No comunicado, a estatal afirma que ele leva "em consideração um novo patamar internacional de preço do petróleo, em uma perspectiva de médio e longo prazos, e está em linha com as premissas definidas no Plano Estratégico da Petrobras de manter parametrizados os preços dos derivados ao mercado internacional". "Levamos em consideração o valor de hoje para autorizar o reajuste", disse Barbassa, ao telefone, para a Agência Estado. O comentário do diretor foi feito após ser questionado se o reajuste considerava o valor do barril a US$ 120 e zerava a diferença do preço doméstico para o internacional. "Diminuímos o impacto e igualamos (a diferença)", afirmou. Ainda conforme a nota, "é com a remuneração recebida pela venda de seus produtos que a Petrobras viabiliza o seu programa de investimentos, o que possibilita a descoberta de mais petróleo e gás, a construção e operação de novas unidades industriais e a condução de uma rede de transporte e logística que vem garantindo o abastecimento nacional de derivados e o retorno dos investimentos para os acionistas da Companhia". Inflação O economista Carlos Thadeu de Freitas, chefe do departamento de economia da Confederação Nacional do Comércio (CNC), disse que um aumento de 10% no preço da gasolina vai gerar um impacto de 0,50 ponto no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008, que passaria de uma alta em torno de 4,7%, segundo a média das atuais projeções, para algo em torno de 5,2%. Marcela Prada, da Tendências Consultoria, acredita que o reajuste de 10% definido pela Petrobras levará a um reajuste de 5% para os consumidores, com impacto de 0,25 ponto no IPCA. Segundo ela, esse será a contribuição mínima do reajuste para a inflação, já que há também impactos indiretos gerados por aumentos de custos nas empresas, de projeção mais complicada

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