Petrobrás anuncia reajuste do gás de cozinha

Aumento vale para embalagens de 45 quilos ou mais, ou seja, não afeta o preço do botijão de 13 quilos, destinado ao uso residencial

Vinicius Neder, O Estado de S. Paulo

03 de dezembro de 2015 | 23h01

RIO - A Petrobrás anunciou nesta quinta-feira reajustes no preço do gás de cozinha (o gás liquefeito de petróleo, ou GLP) de uso industrial, informou o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás (Sindigas). Segundo a entidade, a partir desta sexta-feira, os preços poderão ficar de 2,5% a 5%, conforme comunicado enviado pela estatal às empresas distribuidoras.

O reajuste vale para embalagens de 45 quilos ou mais, ou seja, não afeta o preço do botijão de 13 quilos, destinado ao uso residencial. Também por isso, o aumento não terá impacto direto na inflação ao consumidor - o IPCA, índice oficial calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), leva em conta para o cálculo o botijão de 13 kg.

Pode haver impactos indiretos na inflação por causa do encarecimento do insumo para as empresas. “O Sindigás esclarece que os preços são livres em todos os elos da cadeia e que o mercado tem autonomia para fixá-los. Portanto, o Sindigás orienta o consumidor a pesquisar o preço final. Em caso de dúvidas, as distribuidoras dispõem de telefones 0800, por meio dos quais orientam seus consumidores”, diz uma nota divulgada ontem pelo sindicato.

Em busca de reforçar seu caixa para vencer as dificuldades financeiras provocadas pelo excesso de dívidas, a Petrobrás já havia anunciado um reajuste no gás de cozinha industrial em setembro. Na ocasião, a estatal informara que o aumento seria de 5% para o consumidor final, mas o Sindigás calculava encarecimento de até 10%.

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