Paulo Liebert/Estadão
Paulo Liebert/Estadão

Petrobrás anuncia redução e gasolina volta a ser negociada a menos de R$ 2 nas refinarias

Com redução de 3,8%, gasolina será vendida a R$ 1,9855 nas refinarias; preço não era inferior a R$ 2 há mais de dois meses

Fabiana Holtz, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2018 | 10h04

A Petrobrás anunciou corte de 3,8% no preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido para a próxima quarta-feira, dia 24, para R$ 1,9855. A gasolina não era negociada abaixo de R$ 2 desde 22 de agosto. Além disso, a estatal manteve sem alteração o preço do diesel, em R$ 2,3606, conforme tabela disponível no site da empresa.

As quedas recentes nos preços da gasolina se dão diante tanto do recuo do câmbio quanto dos valores internacionais do petróleo e do próprio combustível fóssil, parâmetros utilizados pela companhia em sua sistemática de reajustes.

Neste mês, os contratos futuros da gasolina nos EUA já caíram mais de 10%, enquanto a referência Brent do petróleo perdeu quase 6%.

O dólar, por sua vez, diminuiu 9%, refletindo a disputa eleitoral no Brasil.

A política de reajustes diários da Petrobrás está em vigor desde julho do ano passado, mas em setembro último foi aperfeiçoada com a adoção de mecanismos de hedge, o que permite à companhia segurar os valores do produto nas refinarias por até 15 dias, evitando volatilidades para os consumidores. Desde o anúncio, a volatilidade nas refinarias recuou sensivelmente e analistas chegaram a defender medida semelhante para o diesel, uma vez que a subvenção oferecida pelo governo expira no fim do ano.

O mecanismo consiste em um instrumento financeiros de proteção – a compra de derivativos de gasolina na Bolsa de Nova York e o hedge cambial no Brasil. Com os derivativos, se previne das oscilações de preços do combustível enquanto mantém os seus preços inalterados. Assim, ainda que perca dinheiro por alguns dias por não reajustar a gasolina enquanto a commodity sobe no mercado externo, ganha com os derivativos na mesma proporção. No final das contas, o saldo entre perdas e ganhos é nulo, e o cliente é beneficiado por não ter que lidar com as variações diárias do preço./COM REUTERS


 

 
Tudo o que sabemos sobre:
Petrobráscombustívelgasolina

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.