SERGIO MORAES/REUTERS
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Petrobrás aponta trincas em plataforma em Campos; sindicato vê risco de afundamento

De propriedade da Modec e à serviço da Petrobrás, o FPSO, plataforma flutuante que produz e armazena petróleo, encontra-se fora de operação desde o ano passado

O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2019 | 20h23

RIO - A Petrobrás recebeu comunicado da Modec, operadora do FPSO Cidade do Rio de Janeiro, informando sobre a existência de trincas no casco do navio, na Bacia de Campos, o que levou ao vazamento de 1,2 mil litros de óleo residual, informou a petroleira nesta segunda-feira.

De propriedade da Modec e à serviço da Petrobrás, o FPSO, plataforma flutuante que produz e armazena petróleo, encontra-se fora de operação desde o ano passado e em processo de saída da locação do campo de Espadarte, a 130 quilômetros da costa na Bacia de Campos, ressaltou a Petrobrás.

O Sindipetro Norte Fluminense (Sindipetro-NF), que representa funcionários na Bacia de Campos, afirmou que a embarcação “está adernando e corre o risco de afundamento”.

“No último dia 23, às 13h30, foi identificado um rasgo no casco do navio, a cerca de um metro de profundidade, o que provocou o aumento do volume de água nos tanques... Um primeiro grupo de trabalhadores foi então desembarcado. Hoje, com o aumento do rasgo, o restante foi evacuado”, disse o sindicato.

A empresa, segundo o Sindipetro-NF, disse que a embarcação encontra-se em “equilíbrio estático” e que uma equipe especializada será mobilizada para fazer a desancoragem e rebocá-la para o estaleiro.

Em resposta a pedido de comentários, a Petrobrás afirmou que não procede informação de que a plataforma estaria adernando e correria o risco de afundar.

A petroleira informou ainda que houve o desembarque de 107 funcionários, entre sexta e segunda-feira, e confirmou que houve um aumento identificado na extensão das trincas nesta segunda-feira.

Mais cedo, a empresa havia informado o desembarque de 54 empregados da plataforma. Mas corrigiu a informação após nota publicada pelo sindicato.

Segundo a petroleira, sobrevoo realizado na área após o evento não identificou mancha de óleo na superfície do mar. Também afirmou que comunicou a ocorrência às autoridades e vem apoiando a Modec nas ações de contingência. /REUTERS

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