Petrobrás apresenta novo plano de negócios em junho

Documento vai conter informações sobre a redução dos investimentos, meta de produção e a continuidade da refinaria Abreu e Lima e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro

Antonio Pita, O Estado de S. Paulo

08 Maio 2015 | 20h07

A Petrobrás planeja divulgar no dia 10 de junho seu novo Plano de Negócios e Gestão (PNG) para o período entre 2015 e 2019, com informações sobre redução de investimentos, meta de produção e continuidade da refinaria Abreu e Lima (Rnest) e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A informação foi repassada por técnicos da empresa a parlamentares que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a corrupção na estatal. Os congressistas visitaram nesta sexta-feira, 8, as obras do Comperj, ainda sem data para conclusão. 

“Não há qualquer data ou prazo para a conclusão das obras. Fomos informados de que novas licitações devem ser feitas para retomar as obras, mas isso só deve acontecer após a divulgação do novo plano de negócios, previsto para o dia 10 de junho”, disse o deputado Eduardo Leite (PSDB-RJ), durante a visita. “O plano de negócios vai revelar se de fato os recursos estão disponíveis para a conclusão dessa obra.” 

O novo plano de negócios deverá detalhar as áreas prioritárias para investimentos e indicar os cortes previstos. A expectativa é de redução de até 20% no volume de investimento anual da companhia. A partir dessa definição, a estatal vai avaliar se mantém os investimentos no Comperj e na segunda etapa da Rnest, que tinha operação prevista para este mês.

“O prazo depende da revisão do plano gerencial da Petrobrás para equacionar as finanças”, afirmou o vice-presidente da CPI, deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA). “Ficou claro que é uma obra que começou a ser tocada sem um projeto básico que permitisse fazer contratações com fiscalização e que os custos fossem controlados. Toda essa história de gerenciamento equivocado da Petrobrás, os exemplos negativos estão aqui”, completou.

Licitações. Em janeiro, entretanto, os projetos foram suspensos por decisão da gestão de Graça Foster, em função da restrição financeira da companhia e das baixas contábeis registradas nesses ativos em decorrência da corrupção. Para retomar as obras, a estatal deve realizar novas licitações para substituir contratos suspensos durante a crise que quebrou diversas empreiteiras e fornecedoras. 

Em nota, a estatal informou que está “revisando seu planejamento para o ano de 2015, implementando uma série de ações voltadas para a preservação do caixa”. A companhia destacou também que está reavaliando se a demanda interna de derivados pode ser atendida com um “rearranjo do sistema de processamento das refinarias existentes, levando em conta também eventuais ajustes na implantação do Comperj”.

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