Petrobrás apresenta proposta de reajuste salarial de 6% a petroleiros

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Petrobrás apresenta proposta de reajuste salarial de 6% a petroleiros

Estatal oferece reajuste de 6% no salário base e Benefício Farmácia, além da substituição do Auxilio Almoço pelo Vale Refeição

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2016 | 10h16

RIO - A Petrobrás apresentou ontem aos sindicatos dos petroleiros uma nova proposta de negociação salarial. A companhia oferece agora um reajuste de 6% no salário base e Benefício Farmácia, além da substituição do Auxilio Almoço pelo Vale Refeição para todos os empregados que não recebem alimentação, informou a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), em nota.

Os representantes dos trabalhadores criticaram tanto a nova proposta quanto a forma como foi divulgada.

A FNP afirmou que a Petrobrás desrespeitou a rodada de negociação prevista para acontecer nesta quarta-feira (19), às 14h, ao enviar a nova proposta de negociação para renovação do acordo coletivo enquanto ainda negociava com integrantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que também representa funcionários da estatal. Em retaliação, a FNP declarou que não compareceria à reunião com representantes da empresa.

Já a FUP afirmou que "a Petrobrás continua propondo arrocho salarial, retirada de direitos e a oficialização do calote negocial". Segundo a entidade, é inadmissível qualquer proposta que não reponha sequer a inflação do período.

"As direções sindicais deixaram mais uma vez claro que horas extras e jornada de trabalho não são objeto desta negociação e que qualquer questão relativa a esses temas deve ser tratada na Comissão de Regimes, após o fechamento do acordo. Até porque, precisamos entender como a empresa é capaz de gastar R$ 1 bilhão por ano com horas extras gerenciáveis, se insiste em afirmar que está sobrando trabalhador nas áreas. Ou os gerentes são incompetentes ou coniventes com o mau uso destes recursos", divulgou a FUP, em sua página na internet.

A FUP comparou a atual direção da Petrobras aos gestores da estatal nos anos 90, quando, segundo eles, crises eram enfrentadas com venda de ativos, redução de direitos trabalhistas e arrocho salarial. "Os petroleiros já viram esse filme e não querem reprise. Por isso, é fundamental que os trabalhadores intensifiquem as mobilizações, participando da Operação Para Pedro, dos seminários de greve e das assembleias setoriais, onde os sindicatos têm discutido novas formas de mobilização", convocou o sindicato.

O Conselho Deliberativo da FUP reúne-se no próximo dia 24 para avaliar a proposta apresentada pela Petrobras, definir os próximos passos da campanha e apontar os indicativos para as assembleias que serão realizadas entre os dias 25 e 30 de outubro. 

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