Petrobras assina acordo para escoamento da Bacia de Campos

A Petrobras informou ter assinado, em Nova York, contratos para o financiamento de US$ 910 milhões para implantação do Plano Diretor de Escoamento e Tratamento de Óleo da Bacia de Campos (PDET). Mais da metade desse total (US$ 491,4 milhões) será financiado pelo Bank for International Cooperation (JBIC).O projeto PDET prevê o escoamento do óleo produzido na Bacia de Campos e inicialmente era ainda maior, porque previa a construção de um oleoduto ligando a Bacia à Refinaria de Paulínia. A obra foi embargada pelo governo do Estado e a alternativa para o escoamento deverá ser mesmo por navios petroleiros. A etapa de oleodutos marítimos, construção de uma plataforma de rebombeio autônomo e instalação de monobóias foi mantida.A Mitsubishi Corporation e a Marubeni Corporation firmaram o estabelecimento de uma nova companhia (PDET Off-shore S.A.) que será o tomador do co-financiamento. Dentro deste co-financiamento, o JBIC, no papel de apoio corporativo internacional às empresas japonesas, irá estender aproximadamente US$ 491,4 milhões, e a Mizuho Corporate Bank assumirá um financiamento de US$ 327,6 milhões junto a um pool de bancos privados.Este projeto tem a participação de instituições financeiras privadas incluindo o Mizuho Corporate Bank, além de 12 instituições financeiras internacionais estabelecendo o sindicato de bancos privados, sendo que US$ 91 milhões serão estendidos pela Mitsubishi Corporation e pela Marubeni Corporation, acionistas majoritários da nova empresa.O projeto possibilitará o escoamento de mais 630 mil barris de óleo por dia a partir de dezembro de 2006, quando entra em operação o Plano Diretor, que prevê a construção e instalação de uma plataforma central fixa ( PRA-1 - Plataforma de Rebombeio Autônoma), 2 mono-bóias, a ela interligadas por uma rede de dutossubmarinos, além de outros equipamentos auxiliares.Através do PDET, será possível abastecer navios petroleiros que levarão o petróleo produzido em cinco plataformas (P-51, P-52, P-53, P-55 e RO-4) até terminais costeiros que, a partir daí, se ligarão à malha existente de dutos de transporte de petróleo até às refinarias da Petrobras ou diretamente para exportação.

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