Petrobras assume em leilão maioria das áreas de exploração

A Petrobras salvou o primeiro dia de leilão de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A estatal aproveitou a falta de concorrência para recompor, a baixo custo, os projetos de exploração, desfalcados após a devolução de 75 mil quilômetros quadrados à ANP em agosto. Das 83 áreas arrematadas no leilão, 73 foram adquiridas pela estatal - três delas em parceria com multinacionais.O leilão marcou a entrada de uma nova empresa no setor: a Aurizônia, controlada pelo grupo maranhense da área de mineração Cinquima, que arrematou quatro blocos. A norte-americana Newfield, a portuguesa Partex, a dinamarquesa Maersk e a brasileira Sinergy, controlada pela Marítima, também obtiveram licenças.Diante da falta de competição, a Petrobras pagou valores pouco acima do bônus de assinatura das áreas, com pouco ágio na maioria dos casos, gastando R$ 19,3 milhões. A estatal informou que volta ao segundo dia do leilão, nesta quarta-feira, com a mesma disposição. O leilão de hoje arrecadou R$ 22,7 milhões. Apenas a Bacia de Pelotas, no Rio Grande do Sul, não recebeu ofertas. Durante o evento foi sentida a ausência de executivos das grandes petroleiras mundiais, frequentes nos últimos quatro anos. Mesmo assim, a secretária-executiva do Ministério de Minas e Energia (MME), Maria das Graças Silva Foster, disse que o governo estava "extremamente satisfeito" com os resultados do leilão, por ter atraído pequenas e médias empresas para o setor. O diretor-geral da ANP, Sebastião do Rego Barros, usou o mesmo argumento para analisar o leilão. "Tivemos uma grande participação da Petrobras e a presença de umas três ou quatro empresas, entre elas duas pequenas de capital nacional. Isso é muito bom", disse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.