Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Mauro Pimentel/AFP
Mauro Pimentel/AFP

Petrobrás aumenta gasolina e diesel pela primeira vez na gestão Silva e Luna

General assumiu a presidência da estatal em abril deste ano; a gasolina ficará 6% mais cara nas refinarias a partir de amanhã e o diesel sobe 3,7%

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2021 | 14h06
Atualizado 05 de julho de 2021 | 19h19

RIO - A Petrobrás subiu os preços da gasolina e do óleo diesel pela primeira vez desde que o general Joaquim Silva e Luna assumiu a presidência da empresa, em abril deste ano. A gasolina vai ficar 6% mais cara, nas refinarias, a partir de amanhã, e o óleo diesel, 3,7%. 

O reajuste acontece após meses consecutivos de alta do preço do petróleo, insumo utilizado pela Petrobrás. A estatal nega, no entanto, que estivesse segurando os preços dos combustíveis automotivos para ajudar o governo. 

O valor do gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, também ficou mais caro, 6%. Essa é a sexta vez, no entanto, que o produto é reajustado.

A empresa diz que continua cobrando valores equivalentes aos dos importadores, que concorrem com ela pelo fornecimento interno. Os critérios de reajuste seriam as variações da commodity nas principais bolsas de negociação e também do real frente ao dólar. 

Além disso, a Petrobrás considera os custos logísticos dos seus competidores, que pagam pelo frete do navio para transportar os combustíveis até o Brasil e pela infraestrutura de armazenamento e escoamento dos produtos no mercado interno. 

Ao mesmo tempo, a empresa diz que não pretende repassar para os consumidores volatilidades momentâneas provocadas por eventos pontuais no mercado internacional. Por isso, os reajustes da gasolina e do diesel estariam acontecendo em prazos mais longos, na atual gestão, segundo a empresa. 

“O alinhamento dos preços ao mercado internacional é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”, afirma a Petrobrás, em nota. 

Os argumentos da Petrobrás são, no entanto, refutados pela Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom). Segundo a entidade, a empresa acumulava uma defasagem elevada até anunciar o reajuste, nesta segunda-feira. O preço da gasolina estaria 12% abaixo dos do mercado internacional e o do diesel com 7,3% de diferença. Essa política estaria impedido a competição interna, de acordo com a associação. 

“As defasagens calculadas pela Abicom não foram eliminadas, mas o anúncio de reajustes pela Petrobrás foi uma boa sinalização para o mercado”, afirmou Sérgio Araújo, presidente da Abicom.

Nesta segunda, o barril da commodity subiu mais uma vez, com a notícia de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) não conseguiu chegar a um acordo sobre a retomada gradual de sua produção. Com isso, o contrato mais líquido do petróleo do tipo Brent, negociado em Londres, superou a marca de US$ 77 pela primeira vez desde outubro de 2018.

Gás de cozinha

Ao contrário do que acontece com os combustíveis automotivos, o preço do gás de cozinha permanece numa escalada de alta ao longo deste ano. O reajuste de 6% anunciado pela Petrobrás é o sexto desde janeiro. Com mais essa alta, o produto passa a custar R$ 46,8 nas refinarias, R$ 2,60 mais que em junho. 

Por conta do apelo social do gás de cozinha, a cobrança de PIS e Cofins foi suspensa pelo governo. Isso não tem impedido, no entanto, que o combustível chegue a custar mais de R$ 100 em algumas cidades. /COLABOROU GABRIEL BUENO DA COSTA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.