Petrobras avalia investimentos em Cuba

Nos projetos, está ainda a intenção de adquirir a refinaria da norte-americana Valero Energy, em Aruba

KellY Lima, da Agência Estado, Agencia Estado

15 de abril de 2008 | 12h50

A Petrobras avalia a possibilidade de explorar áreas com potencial de petróleo em Cuba, afirmou nesta terça-feira, 15, o diretor da área Internacional da estatal, Jorge Zelada. Segundo ele, ainda não há um avanço nas análises que permita especificar de que forma a estatal atuaria na ilha cubana. No início do ano, a Petrobras e a Cupet (Companhia Cubana de Petróleo) assinaram acordo de cooperação nas áreas de exploração e produção, lubrificantes, refino, manutenção, pesquisa e desenvolvimento, e recursos humanos. O acordo prevê a avaliação do potencial de blocos offshore na parte cubana do golfo do México.  Nos projetos da empresa, está ainda a intenção de adquirir a refinaria da norte-americana Valero Energy, localizada em Aruba. Além disso, há a possibilidade de negociar outros ativos também da Valero nos Estados Unidos. Segundo Zelada, a companhia aguarda ainda a conclusão de reforma que teve que ser feita na unidade de Aruba, por conta de um incêndio ocorrido no local no mês passado. A Valero Energy já havia anunciado que está estudando vender quase um terço das unidades na América do Norte em meio à desaceleração econômica do país, que afeta a demanda por combustível. O grupo disse ainda que está explorando novos projetos no Oriente Médio e na Ásia. A companhia é responsável pelo processamento de 3,1 milhões de barris por dia (bpd) e quer se desfazer das instalações destinadas a 840 mil bpd. Em Aruba, a capacidade é de processar 265 mil bpd. México O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, está no México para discutir uma possível atuação da estatal no país ou eventual parceria com a Pemex para a exploração de petróleo. Segundo Zelada, a Petrobras está ainda aguardando a definição do modelo que poderá permitir a entrada de empresas estrangeiras na exploração do petróleo no país. "Hoje só nos seria permitido atuar como prestadora de serviços. Estamos no aguardo de novidades", disse. O governo mexicano sinalizou este mês com a possibilidade de vir a abrir este mercado aos investidores externos. A Petrobras possui hoje dois convênios assinados com a estatal mexicana, a Pemex, assinados em agosto do no passado, que prevêem a realização de estudos conjuntos visando o desenvolvimento de processos de produção de óleos pesados em águas profundas e a produção de petróleo em reservatórios de carbonatos fraturados (tipo de estrutura onde se encontra o petróleo, no qual a Pemex tem tecnologia desenvolvida). Hoje a Petrobras também lidera, no México, o consórcio PTD, que presta diversos serviços na Bacia de Burgos, no norte daquele país. O consórcio é formado pela Petrobras (45%), pela empresa japonesa Teikoku Oil (40%) e pela mexicana Diavaz (15%). A PTD mantém dois contratos com a Pemex Exploração e Produção para a prestação de serviços nos Campos produtores de gás de Cuervito e Fronterizo. Os contratos têm duração prevista de 15 anos e valores de aproximadamente US$ 260 milhões cada. Em fevereiro deste ano, a Petrobras também convidou a estatal mexicana para ser sua parceira minoritária em um projeto de exploração de águas profundas no lado norte-americano do Golfo do México. A proposta previa a participação de 10% a 15% em uma empresa conjunta para perfurar em blocos offshore na região de Perdido, próxima da fronteira com o México. A Pemex estima que existam 30 bilhões de barris de petróleo nas águas profundas do Golfo do México. A exploração nestas águas tem sido lenta por falta de experiência, orçamento de investimento limitado e escassez de plataformas da Pemex e a Petrobras poderia entrar no negócio com o seu know-how, segundo se comentou á época da assinatura de memorandos de intenções de atuação em conjunto entre as duas empresas.

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