Paulo Vitor/ Estadão
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Petrobrás avalia IPO de ativos de energia

A estatal possui uma capacidade instalada de termoelétricas da ordem de 6 mil megawatts

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2019 | 04h00

Fora da lista de desinvestimentos da Petrobrás, o parque termoelétrico da estatal poderá ser reunido em uma empresa separada, visando à abertura de capital em Bolsa de valores, conforme informou ontem o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, durante o OTC, evento ligado à área de petróleo, no Rio de Janeiro.

A empresa possui uma capacidade instalada de termoelétricas da ordem de 6 mil megawatts (MW), sendo um dos maiores geradores de energia elétrica do País. 

Segundo o executivo, a Petrobrás não está “sendo desmantelada, como muita gente diz por aí”, apesar do programa de desinvestimento, “mas sim virando uma outra empresa, mais lucrativa”.

“Estamos focando na exploração e produção (de petróleo) em águas profundas e vendendo águas rasas e terrestres, porque essas têm baixíssima produtividade e custo elevado de extração. Vamos vender para outros que fazem melhor do que nós, e beneficiar os Estados onde esses campos estão localizados”, explicou Castello Branco.

Segundo ele, enquanto o petróleo do pré-sal tem custo em torno de US$ 6 o barril, em águas rasas esses custo é de US$ 32 o barril e US$ 20 em terra. 

Gás

Em uma decisão separada, a Petrobrás vai liberar para outras empresas metade da capacidade que contratou das três maiores redes de transporte de gás do País. Na prática, são 60 milhões de m³ por dia que estarão à disposição do mercado – o equivalente a duas vezes o volume importado da Bolívia.

A capacidade ociosa foi informada à Agência Nacional do Petróleo (ANP). As redes envolvidas são Gasbol, Bolívia–Brasil, TAG (que interliga as regiões Norte e Nordeste) e o NTS, no Sudeste.

Com a entrada de outras empresas, a estatal poderá reduzir o custo do transporte em até 50%, dependendo do interesse dos novos agentes.

“Aquilo que hoje a gente compra dos parceiros porque eles não conseguem comercializar o gás no Brasil, eles vão poder comercializar. A ideia é que eles mesmos tomem o risco do mercado”, disse a diretora de refino e gás natural da petroleira estatal, Anelise Lara. 

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