Petrobras, bancos e siderúrgicas pesam e Bovespa cai 0,88%

PIB melhor que o esperado não evita dia morno na Bolsa de São Paulo, com volume de negócios reduzido

Claudia Violante, da Agência Estado,

09 de junho de 2009 | 17h33

A divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre melhor do que o esperado pelos analistas não impediu a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) de ter mais um pregão morno, predominantemente em queda e de volume reduzido. Petrobras, siderúrgicas e bancos puxaram as vendas, ainda pautadas pelo jogo dos vencimentos de opções sobre ações e de índice na próxima semana.

 

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A Bovespa terminou o dia em queda de 0,88%, aos 53.157,13 pontos. Logo na abertura, testou a máxima, aos 54.102 pontos, em alta de 0,88%. Na mínima, tocou os 52.845 pontos (-1,47%). No mês, voltou a acumular perda, de 0,07%, mas, no ano, sobe 41,56%. O giro financeiro totalizou R$ 3,892 bilhões. Os dados são preliminares.

 

Em dia de agenda fraca nos Estados Unidos, o dado mais aguardado era o PIB do primeiro trimestre do Brasil. E o indicador veio melhor do que o esperado, apesar de ter constatado que o País entrou em recessão técnica ao recuar 0,8% de janeiro a março em relação aos últimos três meses de 2008. Ante igual período do ano passado, a queda foi de 1,8%.

 

O dado, no entanto, não ditou rumo no mercado acionário, embora os especialistas tenham citado, para a Bolsa, o número que mostrou aumento de 0,7% no consumo das famílias ante o quarto trimestre. Os papéis ligados a consumo interno, como varejo, reagiram à informação, mesmo que considerada "velha" pelo governo.

 

O que impediu a Bovespa de escapar da queda, apesar da recuperação de Wall Street à tarde, foi a antecipação dos investidores aos vencimentos na próxima semana. "Em Petrobras PN, por exemplo, houve uma intensa briga para manter o preço abaixo de R$ 33,66, um dos strikes do vencimento", comentou o gerente de contas da Hera Investment, Fernando Campello. O feriado da próxima quinta-feira antecipou parte desse movimento.

 

Nos EUA, as bolsas em Wall Street oscilaram um pouco pela manhã, mas firmaram-se em alta à tarde, conduzidas pelo forte desempenho dos papéis de empresas ligadas aos setores de commodities e de tecnologia. No finalzinho, o Dow Jones teve ligeira queda, de 0,02%, aos 8.763,06. Nasdaq subiu 0,96%, para 1.860,13 pontos, enquanto o índice S&P 500 avançou 0,35%, para 942,43 pontos. Ontem, a fabricante de semicondutores Texas Instruments elevou sua previsão para o lucro do segundo trimestre.

 

No Brasil, Vale foi o contraponto às perdas, ao sustentar ganhos na maior parte da sessão. Os papéis ON subiram 0,03% e os PNA, 0,24%, ajudados pela alta dos metais. Petrobras não teve a mesma sorte, uma vez que o contrato do petróleo para julho negociado na Nymex avançou 2,82%, para US$ 70,01 o barril. As ações ON recuaram 0,94% e as PN, 1,09%. Alguns analistas também citaram a redução dos preços do diesel e da gasolina, anunciado ontem, como ponto negativo à estatal, embora a maioria já considerasse que a redução era certa e, por isso, já estaria precificada nas ações. De toda a forma, o que cai mal é sempre o fator político.

 

Dentre as siderúrgicas, Gerdau PN perdeu 2,18% e Metalúrgica Gerdau PN, 2,33%. A empresa anunciou ontem à noite o fechamento da unidade de Perth Amboy (Nova Jersey) e suspensão da produção da siderúrgica em Sayreville, também em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Usiminas PNA fechou em queda de 1,33%, e CSN ON, 0,92%.

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