Petrobras: Bolívia tem muito a perder com nacionalização

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse neste domingo que a Bolívia também tem muito a perder com eventuais decisões que afetem os negócios da empresa no setor de gás e refino naquele país. A advertência foi feita diante da determinação do governo boliviano de regulamentar a nacionalização das reservas de petróleo e gás nas mãos de multinacionais, inclusive à Petrobras. Conforme noticiou o Estado, a Bolívia vai transferir para a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPFB) o controle sobre os campos de petróleo e gás do país. Além disso, um novo modelo contratual que reserva às atuais concessionárias o mero papel de operadoras de poços está em gestação no Ministério dos Hidrocarbonetos boliviano, devendo ser apresentado ainda este mês. "Se para o Brasil o mercado de gás boliviano é importante como fornecedor do produto, para a Bolívia, o Brasil também é muito importante como um comprador do produto boliviano, como pagador de imposto na Bolívia, como gerador de emprego na Bolívia, como viabilizador da expansão de outros negócios", enfatizou Gabrielli, durante entrevista, ao participar da programação que antecede a 47ª Reunião Anual da Assembléia de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Belo Horizonte. Quando questionado sobre qual seria o prejuízo para a Bolívia caso a Petrobras estancasse seus investimentos no país, Gabrielli foi taxativo: "Eles perderiam dois terços das exportações e no mínimo um terço da receita tributária do país."

Agencia Estado,

02 Abril 2006 | 18h36

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