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Petrobrás cai 13% e arrasta Ibovespa

Investidores se assustam com aumento de gastos operacionais da estatal, apesar do anúncio de lucro recorde

Claudia Violante, O Estadao de S.Paulo

13 de novembro de 2008 | 00h00

A queda de mais de 13% das ações da Petrobrás foi o principal ingrediente para a derrubada de 7,75% do índice Bovespa no pregão de ontem, apesar dos reflexos do recuo das bolsas americanas. Os investidores gostaram do lucro recorde exibido pela estatal no terceiro trimestre, mas o aumento dos gastos operacionais alarmou. A Petrobrás teve lucro líquido de R$ 10,85 bilhões no período e de R$ 26,56 bilhões no ano até setembro (segundo a Economática, o resultado acumulado é o maior de uma empresa de capital aberto brasileira). O que desagradou foi o aumento dos custos operacionais, o que levou o Credit Suisse a rebaixar a recomendação para a estatal de "outperform" para "neutra".Os analistas do Credit Suisse disseram estar cada vez mais preocupados com a deterioração da estrutura de custos da empresa e com a perspectiva de lucros tendo como base o preço do barril a US$ 60. "O terceiro trimestre de 2008 foi um golpe nas estimativas de custo, apesar do lucro líquido recorde." As ações da estatal derreteram: as ON caíram 13,25%, e as PN, 13,76% (estas tiveram o maior giro individual, de R$ 1,258 bilhão). Em Nova York, o preço do petróleo no contrato para dezembro fechou em baixa de 5,34%, a US$ 56,16. Em relatório, o desempenho da Petrobrás também foi criticado pelo Citi e pelo UBS. Este último destacou que, "com os preços do óleo em colapso depois do fim do terceiro trimestre, o foco do investidor deve ir para dívida líquida e custos e despesas. E aqui a Petrobrás decepcionou". O diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, disse esperar melhora da margem Ebitda (cálculo de lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no quarto trimestre, após a queda entre julho e setembro.O Ibovespa terminou o pregão em baixa de 7,75%, com 34.373,99 pontos. No mês, voltou a acumular perdas, de 7,74%. No ano, a queda atinge 46,19%. O giro financeiro negociado no pregão paulista foi mais forte, com investidores estrangeiros na ponta vendedora, e somou R$ 5,092 bilhões. Outro destaque de baixa foram as ações da BM&FBovespa. A bolsa anunciou um bom resultado trimestral, com lucro de R$ 235,611 milhões de julho a setembro (15,3% ante igual período de 2007), mas os investidores se concentraram na notícia da redução - 40%, em média - na quantidade de contratos negociados nos primeiros sete pregões deste mês, ante a média dos três meses anteriores. Os papéis, que têm a terceira maior participação individual no Ibovespa, caíram 8,45%.Apenas duas ações fecharam em alta no Ibovespa: Transmissão Paulista PN (4,37%) e CCR ON (0,89%).

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