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Petrobrás capta US$ 11 bi no exterior com emissão de títulos

Foi a maior emissão já feita por uma companhia sediada em mercados emergentes; estatal precisa de caixa para viabilizar plano de investimento

Mônica Ciarelli, da Agência Estado,

13 de maio de 2013 | 19h41

RIO - A Petrobrás captou nesta segunda-feira a cifra recorde de US$ 11 bilhões em bônus no mercado internacional, maior emissão feita por uma companhia sediada em mercados emergentes, de acordo com uma fonte próxima ao negócio. Com a megaoperação, a estatal visa levantar recursos para tornar viável o ambicioso plano de investimento, que contempla um desembolso de US$ 236,5 bilhões até 2017.

A Petrobrás ofereceu aos investidores seis diferentes tipos de bônus em dólar, com vencimentos que variam entre três e 30 anos. Segundo fontes, a demanda pelos títulos da Petrobrás chegou a US$ 45 bilhões. Já o custo da operação caiu. O prêmio exigido pelos investidores para comprar os papéis da companhia nas quatro tranches com juros fixos ficaram cerca de 60 pontos básicos abaixo da operação fechada em fevereiro de 2012.

A captação prevê ainda outras duas tranches com remuneração pós fixadas e vencimento para 2016 e 2019. No início do ano, o diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, adiantou que a meta era levantar cerca de US$ 20 bilhões em emissões de dívida e empréstimo bancários ao longo de 2013. A emissão desta segunda-feira se soma aos US$ 7 bilhões captados pela estatal este ano fora do mercado de capitais.

Para o sócio da Órama Investimentos, Alvaro Bandeira, o sucesso da captação da Petrobrás abre caminho para novas emissões por empresas brasileiras. "Acho que o momento é bom. O que temos visto é que o Brasil captou com uma taxa ótima na semana passada e a agora a Petrobrás também", afirmou.

Conforme Bandeira, existe uma janela de liquidez atualmente no mercado de capitais. Por isso, afirmou, o momento é interessante para que outras empresas também promovam captações para tornar viáveis os planos de investimento. "O mercado de capitais está mostrando uma janela para quem quiser aproveitar", afirmou.

Com um pesado plano de investimento pela frente, a Petrobrás tem buscado várias fontes de captações. O orçamento previsto para este ano é de US$ 92 bilhões - o plano estratégico 2013-2017 contempla desembolsos de US$ 236,5 bilhões. Além da emissão de bônus feita nesta segunda-feira, a Petrobrás já captou US$ 7 bilhões este ano fora do mercado de capitais, de acordo com o que revelou Barbassa em abril. "A Petrobrás precisava dessa operação para fazer seus investimentos e recompor o caixa", afirmou. Na análise do sócio da Órama Investimentos, o bom resultado de captações feitas pela Espanha e a Itália confirmam o favorável momento do setor.

Recuperação. Após amargar uma queda de R$ 53,9 bilhões em valor de mercado nos dois primeiros meses de 2013, a Petrobrás praticamente zerou essa perda, diante de perspectivas melhores para a companhia nos próximos trimestres. Um levantamento feto pela consultoria Economatica a pedido do Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, mostra que o valor de mercado da estatal no fim da semana passada estava em R$ 254,656 bilhões, praticamente estável em relação aos R$ 254,852 bilhões verificados em 31 de dezembro. Em 28 de fevereiro, 24 dias após a Petrobrás divulgar o pior resultado anual desde 2004, o valor de mercado da companhia chegou a cair 21,2%.

A recuperação de valor das ações de Petrobrás veio a partir do balanço do primeiro trimestre deste ano, que aponta melhores perspectivas para a estatal. Em relatórios, analistas financeiros mostraram-se mais otimistas com a Petrobrás. Eles destacaram que os reajustes nos preços do diesel e da gasolina anunciados no início do ano também trouxeram alívio para o caixa da estatal.

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