Petrobras carrega Bovespa para 10º recorde do ano

Novo recorde dos preços do petróleo sustenta alta das ações da estatal; Bolsa fecha aos 73.516,9 pontos

Claudia Violante, da Agência Estado,

20 de maio de 2008 | 18h28

A Petrobras, mais uma vez, carregou a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para mais um fechamento em alta. Embora tímida, a elevação garantiu outro recorde, o 10º do ano. O fechamento histórico do petróleo no mercado externo sustentou os papéis, de longe os mais negociados da sessão.   Veja também: Preço do petróleo em alta  Entenda a crise dos alimentos  Entenda os principais índices de inflação     Além disso, um relatório do Credit Suisse elevou a projeção para os ADRs da empresa para US$ 107 e das ações para R$ 86, além de ter elevado a previsão para o barril de petróleo no exterior para US$ 116 no período de 2010/2012, de US$ 90.   A recuperação do índice se deu na reta final da sessão. A Bovespa havia batido em 72.146 pontos na mínima do dia, em baixa de 1,76%. Mas foi recuperando-se até a máxima de 73.522 pontos (novo recorde intraday), para então fechar em 73.516,9 pontos, com alta de 0,11%. Com o resultado, os ganhos acumulados em maio somam 8,32%, e, no ano, de 15,07%. O volume financeiro somou R$ 7,024 bilhões.   Nova York   A Bovespa tinha tudo para ter uma realização de lucros nesta terça. E ela até aconteceu praticamente em toda a sessão. A inspiração foi norte-americana: por causa dos indicadores ruins, o Dow Jones caiu 1,53%, o S&P, -0,93%, e o Nasdaq, -0,95%. Lá o índice de atividade do Fed de Chicago reforçou a percepção de que o consumo não está forte o suficiente para impedir uma recessão nos EUA, ao mostrar queda para -1,17 em abril, de -0,98 em março. O índice do mês passado foi o menor desde os meses associados à recessão de 2001.   Para ajudar, dois balanços foram ruins, dos quais os números da Home Depot se sobressaem. No trimestre encerrado em 4 de maio, a varejista teve lucro líquido de US$ 356 milhões, ou US$ 0,21 por ação, abaixo dos US$ 1,05 bilhão, ou US$ 0,53 por ação, um ano antes.   Mas a cereja do bolo do pessimismo foi o PPI. O índice de inflação no atacado subiu 0,2% (metade do previsto) no dado cheio, mas o núcleo, o que é realmente levado em conta, foi o dobro das projeções (0,4% ante 0,2%). Para ajudar, o novo recorde do petróleo ficou o dia todo pesando sobre os papéis. O contrato para junho subiu 1,59%, para o nível histórico de US$ 129,07 (no intraday, bateu em US$ 129,60).

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