Petrobras carrega Bovespa para mais um recorde

A Bolsa de Valores de São Pauloescreveu nesta segunda-feira mais um capítulo da sua rotinarecente de recordes, puxada pelos ganhos das ações da Petrobrase de empresas siderúrgicas. Ao final de uma sessão volátil, em meio ao movimentoerrático de Wall Street e à disputa doméstica pelos contratosde opções, o Ibovespa firmou alta na última meia hora e fechoucom valorização de 0,92 por cento, aos 73.438 pontos. Em trêssemanas, a máxima histórica foi renovada nove vezes. O giro financeiro, de 11,7 bilhões de reais, foi o maior doano, com impulso dos 4 bilhões de reais do exercício doscontratos de opções. O movimento foi mais uma vez puxado pelas ações de empresasligadas a commodities, com destaque para Petrobras e asfabricantes de aço, desta vez também com apoio do setorfinanceiro. As ações preferenciais da petrolífera subiram 3,8 porcento, para 50 reais, o terceiro melhor desempenho do índice,em meio a um novo recorde do preço do petróleo a expectativasdo mercado de um iminente anúncio da companhia sobre novasdescobertas de reservas da commodity. Nesta segunda-feira, um levantamento da consultoriaEconomática revelou que a escalada de 110 por cento das açõesda estatal nos útimos doze meses levaram-na à condição deterceira maior empresa das Américas, ultrapassando a Microsoft. O ritmo foi acompanhado pelas siderúrgicas, sob liderançadas ações preferenciais da Gerdau, com valorização de 3 porcento, a 82,44 reais. Mas a líder de ganhos foram as ações preferenciais da Cesp,com avanço de 6 por cento, a 30,90 reais. "O mercado estáanimado com a possibilidade de retomada do processo do leilãode privatização da companhia", disse Valmir Celestino, diretorde renda variável do banco Safra. A bolsa paulista chegou a esboçar uma reviravolta na últimahora do pregão, mas retomou a tendência positiva, no encalçodas bolsas nova-iorquinas. O índice Dow Jones teve alta de 0,32por cento, puxado pelos ganhos de empresas de energia. (Edição de Vanessa Stelzer)

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