Petrobrás certamente terá resultado positivo em 2012, diz Graça Foster

Prejuízo da estatal de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre ocorreu, segundo a presidente da companhia, em razão da depreciação cambial, entre outros fatores 

Anne Warth e Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

19 de setembro de 2012 | 12h09

BRASÍLIA - A presidente da Petrobrás, Graça Foster, afirmou nesta quarta-feira, 19, que a companhia "certamente" terá resultado positivo neste ano, apesar do prejuízo de R$ 1,3 bilhão registrado no segundo trimestre deste ano. Graça participa neste momento de audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle, em conjunto com a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.

A executiva explicou aos parlamentares as razões que levaram a companhia a registrar esse prejuízo no segundo trimestre e atribuiu o fato a quatro razões: depreciação cambial, que afetou a dívida da empresa, boa parte dela dolarizada; queda da exportação, motivada por paradas operacionais; descoberta de poços secos e subcomerciais; e queda na margem de derivados. "Setenta e quatro por cento da dívida da Petrobrás é contratada em dólar. A indústria de petróleo e gás é dolarizada do início ao fim da cadeia", afirmou Graça. "Quando tivemos uma depreciação do real, a dívida cresceu e tivemos um resultado financeiro menor."

Graça disse ainda que a Petrobrás exportou menos petróleo no período em razão de uma série de paradas programadas. Segundo a executiva, elas foram feitas para que a companhia possa crescer de forma sustentável nos próximos anos. "Por isso, tivemos uma produção menor no segundo trimestre, exportamos menos e tivemos um resultado menor", afirmou.

Ela disse que a empresa também teve paradas no Campo de Frade, onde a Chevron registrou um acidente, com queda de 15 mil barris por dia. "Mas temos um programa de aumento da eficiência operacional."

A presidente da Petrobrás disse que a estatal registrou ainda uma baixa de 41 poços secos ou subcomerciais. "A atividade exploratória aumentou significativamente, então, quanto maior a atividade, maior a probabilidade de encontrar poços secos ou não comerciais", afirmou. "Tivemos também uma queda na margem de derivados devido ao aumento do consumo e do brent, com impactos no caixa da companhia."

Ao repassar os números e cifras do plano de investimentos da companhia para os próximos anos, Graça disse que a ordem é produzir petróleo para gerar receita e permitir à companhia fazer investimentos. "Os investimentos serão, primeiro, em refinarias e petroquímica, depois, em gás e energia", afirmou. Ela disse ainda que a área internacional é a menor prioridade da companhia. Esse segmento representa menos de 5% dos investimentos da empresa.

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