Petrobras confirma depósito de parcela por refinarias

Governo boliviano paga os primeiros US$ 56 mi pelas unidades da estatal

Agencia Estado

14 de junho de 2007 | 16h46

O direto financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, confirmou nesta terça-feira, 12, que a Bolívia depositou o pagamento da 1ª parcela, de US$ 56 milhões, referente à compra das duas refinarias operadas pela empresa naquele país. As refinarias foram vendidas à estatal boliviana YPFB por US$ 112 milhões, dentro do processo de nacionalização do setor de petróleo e gás no país.O executivo disse ainda que o governo boliviano solicitou mais prazo para que o controle das duas refinarias passe da Petrobras para a YPFB. O prazo inicial previa que a transferência ocorreria até hoje. Barbassa disse que não há um novo prazo para que a Bolívia assuma as duas unidades.Ele não detalhou a razão do atraso "por ser um pedido do governo boliviano e não haver motivos do lado brasileiro". Segundo a Agência Boliviana de Informações (ABI), a razão da demora seria a dificuldade da YPFB para encontrar seguradoras para os ativos.SeloA Petrobras informou também nesta terça que pretende criar um selo de qualidade para a produção de álcool no Brasil. Barbassa explicou que a intenção é evitar que a Petrobras contrate fornecedores que desrespeitem as leis trabalhistas. A companhia tem planos de exportar 3,5 bilhões de litros de álcool até 2011. A previsão para este ano é que sejam investidos R$ 808 milhões em projetos de fontes de energia renováveis. Durante uma entrevista coletiva, Barbassa explicou que pretende propor aos usineiros a fixação de um preço máximo e mínimo para o produto com o objetivo de garantir rentabilidade ao produtor e ao mesmo tempo o fornecimento ao comprador em seus contratos de longo prazo. O diretor afirmou ainda que a Petrobras estuda um modelo de exportação de álcool para o Japão por meio de contrato de longo prazo. Segundo ele, o Japão estaria interessado no álcool brasileiro para viabilizar a geração de energia no País. O diretor lembrou que o Japão foi o primeiro país a assinar contratos de longo prazo para a compra de Gás Natural Liquefeito (GNL).Matéria atualizada às 17h17

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