Petrobras construirá três plantas de regaseificação

O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, confirmou nesta quinta-feira que a construção de três plantas de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL), é a principal alternativa à expansão do gasoduto da Bolívia. Segundo ele, cada unidade será capaz de processar entre 5 milhões e 8 milhões de metros cúbicos por dia e exige investimentos entre US$ 100 e US$ 300 milhões. "O custo das unidades vai depender de uma definição da Petrobras sobre o tipo de planta, se ela vai ser fixa ou flutuante", disse em entrevista coletiva, após participar do XVII Congresso Nacional de Executivos de Finanças, promovido pelo Ibef.Ainda segundo ele, com as plantas a estatal deixará de investir na expansão do Gasbol em mais 15 milhões de metros cúbicos por dia, além da capacidade atual de 30 milhões de metros cúbicos por dia. "A idéia é que as plantas funcionem da forma ininterrupta, sendo acionadas apenas em momentos emergenciais, principalmente para atendimento das usinas termelétricas", observou.Indenização O diretor não quis comentar sobre o valor da indenização a ser pedido pela Petrobras ao governo boliviano, referente às suas unidades de refino, que foram estatizadas. Segundo Barbassa, "certamente" esse valor deverá ser bem maior do que o gasto pela Petrobras na compra das duas unidades, estimado por ele em pouco mais de US$ 100 milhões. "Nós investimos muito para melhorar as refinarias tecnologicamente e teremos que ser compensados por isso."

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