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Petrobras contradiz Lula e diz que não aceitará reajuste do gás

Apesar de não assumir que defende uma posição contrária à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, defendeu hoje, em nota, que a empresa não aceitará reajuste de preço do gás boliviano fora do contrato, que prevê revisões a cada três meses. Gabrielli reafirma ainda a suspensão dos investimentos na Bolívia.No início da tarde desta sexta-feira, o presidente Lula garantiu que o consumidor não pagará mais caro pelo gás, mesmo que haja um aumento do preço do produto exportado pela Bolívia. Ele não descartou, porém, que a Petrobras pague mais caro pelo produto, reforçando as declarações de ontem, no encontro com os presidentes da Bolívia, Argentina e Venezuela, quando aceitou negociar a questão. Lula não disse, contudo, como a Petrobras contabilizaria este prejuízo."Não tenho dúvidas de que a Bolívia vai cumprir os contratos. Não vai aumentar o gás e, se aumentar, vai ser para a Petrobras, não para o consumidor", afirmou. O discurso de Lula, na cerimônia de inauguração da hidrelétrica de Aimorés, em Minas Gerais, foi praticamente todo voltado à questão da Bolívia. Eis a íntegra da nota da Petrobras:"Não há qualquer contradição entre as declarações do presidente Lula e o que a Petrobras vem afirmando sobre a questão do gás boliviano. O contrato entre a Petrobras e a YPFB estabelece os mecanismos que devem reger a negociação, e nós vamos seguir os procedimentos previstos no contrato. Primeiro, uma negociação direta entre as partes, por um período de 45 dias. Se não houver acordo, o próximo passo é a arbitragem internacional, em Nova York. A posição da Petrobras é a de não aceitar aumento de preços, e vamos defender isso na negociação. Os novos investimentos da Petrobras na Bolívia continuam suspensos. Nada mudou em relação ao que temos afirmado. O encontro dos presidentes em Puerto Iguazú criou as condições favoráveis a uma negociação mais técnica e empresarial. A Declaração dos Presidentes da Argentina, Bolívia, Brasil e Venezuela divulgada ao final da reunião afirma, textualmente, que "a discussão sobre os preços do gás deve dar-se num marco racional e eqüitativo que viabilize os empreendimentos". As declarações do presidente Lula facilitam a negociação entre as empresas, restabelecendo o foro técnico e econômico em que ela deve se dar." José Sérgio Gabrielli.

Agencia Estado,

05 de maio de 2006 | 17h23

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