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Petrobras: contrato de Gás Natural no Nordeste será fechado em breve

O diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer afirmou em entrevista exclusiva à Agência Estadoque espera para breve a conclusão das negociações com as distribuidoras de gás natural localizadas no Nordeste, para a assinatura de contrato de fornecimento do combustível nos próximos anos. "Estamos negociando com todas as distribuidoras. Algumas têm contratos vencidos, outras por vencer, e queremos nivelar todos os contratos, inclusive, atrelar os preços ao mercado internacional".Segundo ele, o maior impasse na negociação está fundamentado na equação preços versus volume. "Pelo fato de o gás natural ser mais barato do que os demais combustíveis, todas as distribuidoras prevêem expandir o seu mercado. Mas temos um limite de produção deste gás e teremos que fazer valer este limite, vendendo apenas o que temos condições de entregar", argumentou.O diretor comentou ainda que este "limite" deverá ser imposto principalmente por um aumento de preços e pelo fato de atrelar os reajustes deste combustível ao praticado no mercado internacional. "Quando falamos em aumento de preço e preços internacionais para o gásque chega ao mercado brasileiro hoje, a situação muda e as distribuidoras já não querem mais expandir seu mercado. Ou seja, querem crescer apenas se o gás estiver barato, aos preços de hoje, e isso ele certamente não vai mais estar", afirmou.A previsão, disse Sauer, é de que em 2011, o mercado esteja consumindo 121 milhões de metros cúbicos de gás por dia, sendo 71 milhões produzidos pela Petrobras, 30 milhões importados da Bolívia e 20 milhões a partir da regaseificação do Gás Natural Liquefeito (GNL)importados.Com a conversão das térmicas para bicombustíveis, ele acredita ainda que o consumo de diesel proporcionará uma folga equivalente a 14 milhões de metros cúbicos que poderão ser usados pelo mercado numa situaçãoemergencial. "Não está na previsão operar continuamente com diesel nestas usinas, mas esta é uma questão interna da Petrobras para garantir maior segurança ao sistema", afirmou.Operações na Norte FluminenseIldo Sauer, afirmou que a redução das operações da usina térmica Norte Fluminense, do grupo estatal francês EDF, verificada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) na semana passada foi "um problema isolado".A térmica deixou de gerar 470 MW médios na quinta-feira, e 625 MW no horário de pico (entre 18h e 21h) por falta de gás natural. A informação consta do boletim diário do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).Segundo o diretor, a redução no Fornecimento de gás para a térmica havia sido comunicada há cerca de um mês para a EDF, devido à necessidade de uma obra de manutenção no terminal de gás de Cabiúnas. Além disso, explicou ele, um compressor de gás localizado em Rio Grande, na Bolívia, apresentou problemas no mesmo período da manutenção de Cabiúnas, fazendo com que a redução do fornecimento fosse maior do que a prevista inicialmente."Tivemos que reduzir o volume de gás importado da Bolívia, dos 30 milhões de metros cúbicos diários atingidos na semana passada para 26 milhões de metros cúbicos. A coincidência das duas eventualidades é queprovocou esta falta de gás para a térmica", afirmou, frisando que o suprimento do combustível está garantido. "A Petrobras garante a entrega de todo o combustível e de toda a energia elétrica que ela vendeu", disse.Sauer também afirmou que a conversão das sete usinas térmicas para utilização de outros combustíveis, como está previsto em seu planejamento estratégico, prevê apenas "dar maior segurança e flexibilidade ao sistema"."Não queremos operar continuamente com outro combustível nestas térmicas, que não o gás natural. Mas queremos ter a segurança de ter como operar estas usinas se tivermos um problema que impeça o fornecimento do gás", afirmou. Segundo ele, na eventualidade de operar com óleo diesel, por exemplo, a Petrobras seria a responsável por arcarcom a diferença do custo do combustível. Pelos cálculos do diretor, atualmente o valor do diesel representa o dobro do gás natural.A Petrobras prevê investimentos de US$ 400 milhões para converter sete unidades (Cubatão, Canoas, Termoceará, Leonel Brizola, Barbosa Lima Sobrinho, Nova Piratininga e Ibirité) para bicombustível. Termo Ceará e Canoas já têm licenças ambientais e estão na contratação da conversão. O diesel será o combustível a ser utilizado nestas unidades.Em janeiro de 2007, a Petrobras, em parceria com a GE começa a testar a utilização do álcool na usina Barbosa Lima Sobrinho. Além disso, também realiza estudos para conversão da térmica de Macaé, para utilização de GLP.

Agencia Estado,

26 de setembro de 2006 | 10h55

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