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Petrobras dá alento à Bolsa em meio às incertezas no exterior

Ibovespa teve uma manhã de alívio, mas sem alcançar altas expressivas. Petrobras sobe quase 2%

Da Redação ,

12 de agosto de 2008 | 15h18

O balanço favorável da Petrobras trouxe um sopro de esperança aos investidores na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que a duras penas está conseguindo se equilibrar no terreno positivo sem perder de vista o comportamento das commodities. Veja também:Lucro da Petrobrás cresce 44%Área de refino da Petrobrás perde R$ 615 milhõesNervoso, investidor ''pune'' ações da empresaPreço do petróleo volta aos níveis de 1º de maioEconomática: lucro da Petrobras é 3º maior das Américas Depois de ter fechado a segunda-feira em queda de 3,29%, abaixo dos 55 mil pontos, retrocedendo ao nível de preços de janeiro deste ano, o Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - teve uma manhã de alívio, mas sem alcançar altas expressivas. No patamar máximo, o índice subiu 1,16% e, às 15h, a alta é de apenas 0,29%. No melhor momento do dia, Petrobras chegou a subir mais de 3%, mas no começo da tarde a valorização era de pouco mais de 2%, o suficiente para reaver as perdas do dia anterior, mas ainda longe de recuperar as do mês. As compras são sustentadas hoje pelo lucro líquido recorde da estatal no segundo trimestre, de R$ 8,783 bilhões, crescimento de 29% em relação ao mesmo período de 2007. Em relatório divulgado durante a manhã, o UBS Pactual reiterou a recomendação de compra e o preço-alvo de R$ 65,8 para as ações da Petrobras. O banco destacou que "os resultados operacionais foram fortes de modo geral, em meio aos volumes maiores, à maior produção de refinados e à contenção das despesas". A Ágora Corretora, por sua vez, classificou como "excelente" o resultado da empresa. Às 15h18, as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da empresa subia 1,25%, liderando o volume de negócios do pregão, com R$ 422 milhões. As ordinárias (ON, com direito a voto), 1,38%. Mas a ampliação do sinal de baixa dos preços do petróleo, após ensaiarem alta durante a manhã, pode ameaçar essa recuperação de Petrobras. Às 12h26, o petróleo declinava cerca de 1,5% em Londres e Nova York, valendo respectivamente US$ 110 e US$ 112 o barril. Essa oscilação nos preços do petróleo reflete as dúvidas dos investidores. Segundo operadores, ainda não há impulso significativo para uma tendência firme de alta no curto prazo, especialmente com o receio de desaceleração da demanda. Para reforçar essa tese, a Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu hoje sua projeção de crescimento do consumo global em 100 mil barris por dia. Ainda em relação à Petrobras, os investidores devem monitorar a segunda reunião do grupo interministerial criado para discutir a questão da exploração das jazidas de petróleo na área do pré-sal. A possibilidade de o governo vir a criar uma empresa estatal para gerir os novos megacampos localizados na camada pré-sal provoca calafrios no mercado, que teme um esvaziamento da Petrobras. No início desta tarde, a Petrobras informou que planeja perfurar 11 poços na região do pré-sal da Bacia de Santos em 2009, entre poços pioneiros e de extensão. Para esse ano, a Petrobras pretende perfurar sete poços, entre eles Júpiter - onde a companhia procura confirmar a existência de óleo além do gás já encontrado - Guará, Taquari e Ilhabela. Commodities e cenário externo Os preços dos metais no exterior também estão oscilando bastante, ao sabor do mercado de moedas. O euro tentou mais cedo corrigir parte das perdas dos últimos dias, se recuperando perante o dólar, mas iniciava a tarde de lado. Os papéis da Vale, que ontem levaram mais uma surra - ontem a PNA desabou 4,5% e já acumula em agosto perda de mais de 14% - voltaram a sofrer no início do pregão, registrando queda superior a 1%, o que limitou um ganho maior da Bovespa. Mas depois, as ações reagiram, ainda que de forma contida, e subiam pouco mais de 1%. Além do ciclo de baixa das commodities, a Vale vem sendo penalizada pela oferta global de ações no valor de R$ 19 bilhões realizada em julho. Segundo o diretor de uma instituição financeira, o problema é que a companhia não explicou para que quer esse dinheiro. Se é para novas aquisição ou para crescimento orgânico. No exterior, as bolsas norte-americanas operam em baixa, que só não é maior por cauda da continuidade do sinal de baixa do petróleo no início da tarde. O índice Dow Jones caía 0,84%; o S&P 500 -0,53% e Nasdaq recuava 0,20%. O que mantém as bolsas no vermelho é a preocupação dos investidores com a saúde do setor financeiro.

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