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Petrobras dará prioridade a diesel nas refinarias

A prioridade dos equipamentos e processos das refinarias da Petrobras no País será a produção de diesel, disse hoje o diretor de Abastecimento e Refino da companhia, Paulo Roberto Costa. Em entrevista para detalhar o planejamento estratégico em sua área específica, Costa informou que o diesel é o que terá o maior crescimento previsto pela companhia até 2020.O consumo de diesel, segundo a projeção da estatal, deve passar dos atuais 706 mil barris por dia para 902 mil em 2015 e 1,1 milhão de barris por dia em 2020, um crescimento total de 55% ou de 4,56% ao ano. Para o aumento de consumo dos derivados no País, a Petrobras projeta uma média anual de 2,93%. "Estamos considerando todas as variáveis que podem impactar nesse volume, mas haverá um crescimento considerável do transporte no País, que certamente vai puxar o consumo de diesel", disse.A maior parte dos investimentos nas refinarias - US$ 8,6 bilhões do total de US$ 29,6 bilhões destinados ao downstream (transporte, distribuição e revenda de derivados), ou seja, 28% do total - serão aplicados na melhoria da qualidade do combustível. Segundo Costa, é intenção da Petrobras acabar dentro dos próximos dois anos com o diesel que emite 2 mil ppm (partícula por milhão) de enxofre para substituí-lo pelo diesel 500 ppm.Para a gasolina, a projeção da Petrobras é de aumento de 29,7% no consumo, passando de 333 mil barris por dia para 432 mil barris, ou um crescimento de 2,4%. No caso do QAV, a Petrobras projeta que o consumo passará de 110 mil barris por dia para 138 mil barris, o que representa um crescimento de 25,45%, ou 2,12% ao ano. Pelos cálculos da estatal, a nafta deverá registrar um crescimento de 16,59%, passando dos 241 mil barris por dia para 281 mil barris (média anual de 1,38% ao ano).Custos do refinoO diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras afirmou que é "inexorável" que os custos da área de refino aumentem nos próximos anos. A estatal projeta que o seu custo atual de refino, de US$ 1,90, deverá passar para US$ 3,69 em 2012, ante uma média internacional de US$ 1,30 atual e em US$ 2,24 prevista para o mesmo período. "Estamos aumentando a complexidade de nossas refinarias e isso certamente vai elevar o custo final de produção, porque, apesar de estarmos melhorando a qualidade de nossos produtos, não vamos aumentar sequer um barril na produção final", disse.

KELLY LIMA, Agencia Estado

29 de agosto de 2007 | 15h26

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