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Petrobras: decisão da ANP não afeta planejamento

A Petrobras afirmou que a manutenção dos prazos exploratórios do pré-sal não terá impacto no planejamento estratégico da companhia. Em nota divulgada hoje, a empresa informou que todos os seus planos de investimento foram elaborados tendo em vista os prazos originais das concessões. Mesmo assim, a empresa pediu à Agência Nacional do Petróleo (ANP) mais quatro anos para avaliar as áreas, solicitação negada pela diretoria da agência em reunião realizada na última terça-feira.

NICOLA PAMPLONA, Agencia Estado

14 de maio de 2009 | 20h17

A decisão refere-se a todos os blocos operados pela companhia na área do pré-sal da Bacia de Santos: BM-S-8, BM-S-9, BM-S-10, BM-S-11 e BM-S-21, onde estão as descobertas de Bem-Te-Vi; Carioca e Parati; Parati; Tupi e Iara; e Caramba, respectivamente. Todas as descobertas têm planos de avaliação autorizados pela ANP, com prazos que se estendem entre 2009 e 2012. Para especialistas, porém, os prazos atuais são apertados para a exploração de toda a extensão dos blocos.

No comunicado distribuído hoje, a Petrobras afirma que "não vislumbra qualquer risco de devolução de áreas, de não cumprimento das obrigações assumidas ou de impactos no seu planejamento estratégico". A companhia, porém, informou que ainda não foi notificada pela ANP sobre a decisão, que, segundo o texto, ainda estaria sendo redigida e só será aprovada na próxima reunião de diretoria da agência. A ANP confirma a decisão, mas ainda não disponibilizou nenhum diretor para detalhar o assunto.

As áreas eventualmente devolvidas pela Petrobras e seus parceiros voltam ao controle da União. No mercado, acredita-se em duas alternativas para as regiões com potencial de reservas, que dependem ainda da aprovação da nova legislação do setor: podem ser entregues a uma estatal criada para gerir o pré-sal ou usadas para capitalizar a Petrobras. Neste caso, seriam entregues à própria companhia, em troca de ações para a União. Segundo fontes do setor, a hipótese da capitalização vem ganhando força no grupo que analisa as novas regras.

Em apenas duas descobertas, há estimativa de volumes de reservas: Tupi, com 5 a 8 bilhões de barris, e Iara, com 3 a 4 bilhões de barris. O cálculo das outras reservas depende dos trabalhos de avaliação acertados junto à ANP. Além disso, existe a chance de novas descobertas nos blocos concedidos, caso haja prazo suficiente para desenvolver novos trabalhos exploratórios. A Petrobras pediu mais prazo à agência alegando que não tem sondas de perfuração disponíveis para ampliar a exploração e que usa as unidades que têm sob contrato para tocar os planos de avaliação.

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