finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Petrobras defende reajuste de até 25% no gás em 2 anos

Elevação, que deve começar em 2008, incluirá correção natural do preço e aumento real do combustível

Leonardo Goy, da Agência Estado,

20 de novembro de 2007 | 15h58

A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, reiterou nesta terça-feira, 20, que "certamente" haverá um aumento do preço do gás natural para o mercado brasileiro em 2008. Segundo ela, essa elevação no preço incluirá tanto a correção natural do preço do combustível quanto um aumento real (descontado a inflação) que será diluído entre 2008 e 2009.   A diretora disse que seria "razoável" a aplicação de um reajuste de 15% a 25% em dois anos. "É necessário uma revisão do preço do gás natural para que ele possa ser adequadamente valorado e continuar estimulando os investimentos", disse, após participar de audiência pública da Comissão de Infra-estrutura do Senado.    Ela afirmou também que Petrobras está negociando com as distribuidoras de gás nos Estados para que a venda de todo o gás fornecido pela empresa seja feita mediante contratos com as distribuidoras.   Há cerca de duas semanas, a Petrobras cortou parte do fornecimento de gás às praças do Rio de Janeiro e de São Paulo para atender à demanda das usinas termelétricas pelo produto. O volume que deixou de ser fornecido para Rio e São Paulo era de um gás extra-contrato.   Maria das Graças Foster afirmou que a intenção da estatal é a de fechar, em três ou quatro meses, contratos "firmes/flexíveis" com as distribuidoras. Isso significa que uma parte menor do volume contratado (ela não disse quanto) terá um fornecimento flexível, o que quer dizer que a distribuidora saberá que, dentro daquele porcentual, a Petrobras pode deslocar o fornecimento de gás (suspendendo o fornecimento à distribuidora) para abastecer as termelétricas quando elas forem acionadas.   Na mesma audiência, o ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, disse que o governo federal já está conversando com os governos estaduais para que não sejam criados novos incentivos ao consumo do Gás Natural Veicular (GNV). "Todo crescimento de consumo tem de ser lastreado em contratos firmes ou flexíveis de fornecimento de gás. Se todo mundo tiver contrato, não vai faltar gás", afirmou Hubner.   Matéria ampliada às 17h35

Tudo o que sabemos sobre:
PetrobrasGás

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.