Petrobras define nesta semana reajuste da gasolina

Até o fim dessa semana, a Petrobras irá definir o índice de reajuste dos preços dos combustíveis. Segundo o ministro de Minas e Energia, José Jorge, assim que for informado da decisão da estatal, ele irá informar ao presidente Fernando Henrique Cardoso. "Será só uma comunicação porque agora o mercado é livre", lembrou o ministro. No dia 15 de fevereiro, o presidente da República vetou o aumento de 2,28% anunciado pela Petrobras com o argumento de que seriam necessárias maiores informações para o reajuste. Desde então, a Petrobrás está refazendo os cálculos sobre o reajuste. Segundo o ministro, junto com a definição do índice será anunciada também a data em que o aumento entrará em vigor. A decisão do presidente de vetar o aumento causou mal estar dentro do governo, pois a medida, qualificada como técnica, foi decidida uma semana antes sem prévia comunicação ao Palácio do Planalto. Na semana passada, o presidente da Petrobrás, Francisco Gros, e o ministro de Minas e Energia, foram obrigados a dar explicações públicas sobre o episódio. O anúncio do aumento ocorreu antes de se alcançar a redução média de 20% no preço do combustível, anunciada pelo próprio Fernando Henrique Cardoso em dezembro passado. Durante todo o mês de janeiro os ministérios da Fazenda, Minas e Energia e da Justiça procuraram elementos que forçassem a queda dos preços até os níveis anunciados e chegaram a comunicar que em fevereiro haveria uma redução ainda maior dos preços. Na semana passada, Jorge explicou que o preço agora é livre e varia de acordo com o preço no mercado internacional e com o valor do dólar em relação ao real. Segundo ele, a medida não foi comunicada ao presidente por haver o entendimento de que era uma "decisão técnica que não tinha nada político".O ministro lembrou que, com a liberação do mercado no início deste ano, a Petrobras decidiu reduzir em 25% o preço dos combustíveis para as refinarias, mas que a partir daí houve o aumento do preço no mercado internacional e da cotação do dólar em relação ao real, exigindo um novo reajuste. Segundo ele, sempre que houver variação no preço do combustível no mercado internacional e na cotação do dólar haverá reflexo, para mais ou para menos, no preço do mercado interno.

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