Petrobrás deixará setor de refino no Japão, diz jornal

Estatal fechará refinaria Nansei Sekiyu por causa da redução dos preços do petróleo e queda da demanda no país

Lucas Hirata, Agência Estado

26 de março de 2015 | 17h19

Atualizada às 18h30

SÃO PAULO - A Petrobrás deixará o setor de refino no Japão neste ano ao fechar a refinaria Nansei Sekiyu, que fica na ilha de Okinawa, de acordo com o jornal Nikkei. Segundo a publicação, a queda nos preços internacionais de petróleo e a diminuição na demanda por gasolina no país oriental prejudicaram a rentabilidade da Nansei Sekiyu. A empresa brasileira detém 100% da participação na refinaria.

O novo presidente da estatal, Aldemir Bendine, quer promover uma grande reestruturação na empresa. Na reunião do conselho de administração no mês passado, foi anunciado uma venda de ativos antes mesmo que a decisão fosse aprovada pela cúpula da empresa. 

"Quem define o que vai ser vendido ou comprado é o conselho de administração. Mas, pelo que sabemos pela imprensa, compradores já estão sendo procurados", afirmou à época Silvio Sinedino, conselheiro representante dos funcionários, que estava presente no encontro.

Balanço auditado. Nesta quinta-feira, os papéis da estatal caíram 5% com a frustração do mercado em relação à nova reunião do conselho de administração da estatal. O encontro se estendeu durante o dia de hoje e muitos investidores se desfizeram das ações.

O mercado tem esperança de que o conselho tenha debatido o balanço do terceiro trimestre e de 2014 auditados, mas não havia nenhuma conformação até o final da tarde. 

Ontem, informação do Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, dava conta de que a empresa teria chegado a uma fórmula para calcular a perda com a corrupção investigada pela Lava Jato. A estatal, no entanto, desmentiu no final do dia que tivesse data para a divulgação do balanço e que ainda estaria avaliando o tratamento contábil adequado para os pagamentos indevidos. O que jogou água fria sobre a esperança dos agentes.

A previsão era que de fosse apresentado na reunião o valor das perdas causadas pelo superfaturamento dos projetos. A opção, segundo apurou o Estado, foi por recorrer aos valores “oficiais” denunciados na Operação Lava Jato para incluir no balanço. O número, portanto, deve ser muito menor do que os R$ 61 bilhões sugeridos inicialmente por consultorias independentes contratadas pela estatal.

(Com informações de O Estado de S. Paulo)

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