Petrobrás descarta alta da gasolina, ‘por ora’

'Não estou dizendo que não terá no médio e longo prazos', ressalta a presidente da estatal

Elder Ogliari, de O Estado de S. Paulo,

11 de abril de 2013 | 20h50

A presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, assegurou nesta quinta-feira que "não há previsão de aumento do preço dos combustíveis por ora", durante entrevista coletiva na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre. 

"Não estou dizendo que não terá no médio e longo prazos", admitiu, para explicar que a cotação do óleo Brent e o dólar estão com o comportamento previsto no planejamento da empresa, o que não coloca o assunto em discussão no momento. "Variações abruptas não passamos para o preço, mas tendências ou constatação, sim".

A executiva admitiu que "existe ainda alguma diferença" entre os preços do País e os do mercado internacional, mas evitou comparações numéricas. Lembrou que muitas variáveis ajudam a compor as cotações, entre as quais o preço do Brent, a taxa de câmbio, a disponibilidade de combustível em países fornecedores e o transporte, para reafirmar que "por isso a Petrobrás não fala sobra a distância que tem entre os preços internacionais e nacionais".

Graça Foster passou o dia no Rio Grande do Sul. Pela manhã apresentou o Plano de Negócios e Gestão de 2013 a 2017 para empresários. À tarde, tinha viagem à cidade do Rio Grande, no sul do Estado, para verificar in loco como andam os trabalhos de montagem da Plataforma P-55.

Produção. Ao falar dos planos da Petrobrás, a executiva reiterou que a curva de produção da empresa está mantida e os planos são "exequíveis". O volume de 2 milhões de barris diários de óleo e líquido de gás natural (LGN) deve subir para 2,75 milhões em 2017 e 4,2 milhões em 2020, período em que 38 novas unidades de extração entrarão em operação.

Ao mesmo tempo, a capacidade de processamento deve subir de 2 milhões de barris por dia para 3 milhões de barris diários. Três refinarias estão em construção e quatro em projeto. Os investimentos previstos até 2017 são de US$ 236 bilhões. Não haverá emissão de ações no período.

Questionada sobre eventuais atrasos para conclusão de projetos, Graça afirmou que é uma característica da indústria de petróleo e gás de todo o mundo fazer ajustes de cronograma, comuns a obras de longo prazo que lidam com pessoas, equipamentos e processos. "Temos casos de projetos que terminamos mais cedo e projetos que estão mais atrasados do que quando começamos o planejamento deles", destacou, sem citar exemplos. "Mas são todos administráveis."

LLX. A presidente da estatal confirmou, ainda, que a empresa pode utilizar o porto de Açu, que está sendo construído no litoral norte do Rio de Janeiro pela LLX. "É uma infraestrutura muito bem posicionada e que interessa à Petrobrás." Entre as possibilidades estariam a contratação de instalações para importação de gás, se o estaleiro tiver um berço adequado às operações. O que é certo, garantiu a executiva, é que a Petrobrás vai fazer "só aquilo que depende dela, que é a produção de petróleo". 

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