Covid-19

Bill Gates tem um plano para levar a cura do coronavírus ao mundo todo

Petrobras descarta falta de combustíveis durante greve

Segundo diretor de Abastecimento da companhia, negociações com os petroleiros ainda não estão encerradas

KELLY LIMA, Agencia Estado

20 de março de 2009 | 17h40

A Petrobras preparou um plano de contingenciamento para evitar redução da produção de petróleo com a greve anunciada pelos petroleiros para a próxima semana. A informação foi dada na tarde desta sexta-feira, 20, pelo diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa. Segundo ele, para a Petrobras as negociações com os petroleiros ainda não estão encerradas.

 

Veja também:

link Greve dos petroleiros será em todo o País, diz FUP

especialDe olho nos sintomas da crise econômica 

especialDicionário da crise 

especialLições de 29

especialComo o mundo reage à crise  

"A Petrobras ainda está negociando, mas para evitar perdas, já preparamos nossos planos de contingência para os cinco dias que estão previstos para a greve, tanto na área de exploração e produção, quanto nas refinarias", disse.

Ele também descartou risco de desabastecimento de combustíveis no período da paralisação dos petroleiros. "Há outras estratégias, estoques que podem ser acionados", comentou. Ele, no entanto, admitiu que apesar de ser praxe a ativação dos planos de contingência para todas as unidades, e o objetivo da companhia ser o de perda zero, "podem ocorrer fatos novos e inesperados". "Esperamos que tudo corra bem e as negociações sejam satisfatórias", disse.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) informou nesta sexta-feira, 20, que foi aprovada a realização de uma greve de cinco dias entre os trabalhadores da Petrobras com parada de produção a partir da zero hora da próxima segunda-feira, 23. A FUP informou que haverá parada de produção durante a semana que vem nas unidades exploratórias e de refino da estatal petrolífera. No último dia do protesto, programado para a sexta-feira, 27, haverá uma reavaliação para suspender ou dar continuidade à paralisação.

Segundo a FUP, a greve unificada é uma resposta da categoria petroleira aos "ataques" que tem sofrido sob a justificativa da crise financeira internacional. "Tanto a Petrobras quanto as suas prestadoras de serviço têm cortado e flexibilizado uma série de direitos dos trabalhadores, recusando-se a avançar nas negociações com a FUP e sindicatos", informou a FUP, em nota. A Federação diz ainda que "não aceita reduções de direitos em nome de uma crise do sistema financeiro internacional, cujo ônus as empresas estão impondo aos trabalhadores".

Tudo o que sabemos sobre:
grevepetroleirosPetrobras

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.